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quinta-feira, março 13, 2008

Parece-me que Ramiro Marques não andará muito longe da realidade

Ramiro Marques

"Inclino-me a pensar que os sindicatos vão, mais uma vez, desmobilizar os professores a troco de coisa nenhuma. Umas cedências de pormenor, mantendo o modelo tal como está, para dar a ideia de que houve recuo e que todos ganharam. Se assim for (oxalá me engane!), será uma desgraça para os professores. Com os professores de joelhos, outras malfeitorias virão: fim das pausas da Páscoa e do Natal, escolas abertas e com alunos durante a Páscoa e o Natal, formação contínua aos sábados, etc. A profissão tal como a conhecemos está em vias de acabar. A escola pública vai morrer. As classes alta e média alta vão colocar os seus filhos em colégios privados e as escolas públicas transformar-se-ão em imensos CEFs onde não se aprende nada, apenas se guardam crianças e adolescentes. Os professores assistirão ao nascimento de um outro estatuto, ainda pior que o actual: o estatuto de prestadores de cuidados sociais e de empregados domésticos dos pais."

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Ana Benavente critica destruição da escola pública

«A socialista Ana Benavente, antiga secretária de Estado da Educação, critica a actuação da ministra Maria de Lurdes Rodrigues e considera que a escola pública está a ser destruída. A mulher que nos anos 90 e durante mais de meia década deu a cara pelas políticas socialistas da Educação defende que a ministra da tutela não tem condições para continuar no cargo. “Desde o início que nunca houve, da parte desta equipa ministerial, um diálogo construtivo. Acho que este modo muito autoritário e muito seco que a ministra tem adoptado não tem condições, porque não se pode governar contra as pessoas”, refere Ana Benavente à Renascença. A antiga governante considera ainda que as medidas em curso estão a destruir a escola pública, pois “o professor deixa de ser responsável por trabalhar em equipa” e passa a ser avaliado individualmente”. “A meio ou no final da sua carreira, tem alguém mais novo, e por vezes com menos formação, a assistir às suas aulas, com umas grelhas complicadíssimas, em que é melhor classificado se tiver mais alunos a transitar no final do ano”, critica, frisando que este método empurra os professores para uma classificação positiva dos alunos, mesmo “sem terem os conhecimentos e as competências necessários”.»
daqui
(ver sons relacionados, à direita no site)

sábado, fevereiro 16, 2008

O que nos diz Ramiro Marques

"Vou contar pela primeira vez um episódio que esteve na génese do processo de avaliação de desempenho dos professores. O secretário de estado, Valter Lemos, que eu conheço desde os tempos em que estudámos juntos na Boston University, já lá vão 24 anos, pediu-me para reunir com ele com o objectivo de o aconselhar nesta matéria. Tenho de confessar que fiquei admirado com o conhecimento profundo e rigoroso que Valter Lemos mostrou ter da estrutura e da organização do sistema educativo português. Enquanto estudante, habituara-me a ver em Valter Lemos um aluno brilhante e extremamente trabalhador, qualidades que mantém passados tantos anos. No início, fui um entusiasta da avaliação de desempenho dos professores pois considerava que manter o status quo era injusto para os professores mais dedicados e competentes. Nessa altura, eu encarava a avaliação dos professores como um factor de diferenciação que pudesse premiar os melhores e incentivar os menos competentes a melhorarem o seu desempenho. Fiz algumas reuniões de trabalho com a equipa técnica do ME e logo me apercebi de que a Ministra da Educação estava a engendrar um processo altamente burocrático, subjectivo, injusto e complexo de avaliação do desempenho que tinha como principal objectivo domesticar a classe e forçar a estagnação profissional de dois terços dos docentes. Ao fim de duas reuniões, abandonei o grupo de trabalho porque antecipava o desastre que estava a ser criado. Nas reuniões que eu tive com a equipa técnica do ME, defendi a criação de fichas simples, com itens objectivos, sem a obrigatoriedade da assistência a aulas, a não ser para os casos de professores com risco de terem um Irregular ou um Regular, e com um espaçamento de três anos entre cada avaliação. Hoje, passados três anos, considero que se perdeu uma oportunidade de ouro para criar uma avaliação de desempemho dos professores realmente objectiva, justa, simples e equilibrada. Em vez disso, criou-se um monstro que vai consumir milhões de horas de trabalho nas escolas e infernizar a vida de muitos professores, roubando-lhes a motivação e a energia para a relação pedagógica e a preparação das aulas."

terça-feira, fevereiro 12, 2008

"Devagar, porque temos pressa!"

O ministério da educação não concorda com este meu lema. É pena, pois tem resultado em pleno. As pressas, normalmente, trazem percalços que nos obrigam a travar ou mesmo a parar constantemente, fazendo-nos perder o tempo e o bom humor...

quarta-feira, janeiro 30, 2008

Não podem perder esta carta!!!!!

Escrita pela colega Fátima Inácio Gomes sobre o que se está a passar no Ensino. Aborda todas as questões fundamentais desta avaliação de professores. Está no "A Educação do meu Umbigo".

sexta-feira, janeiro 25, 2008

A dor de cabeça da implementação da avaliação de professores, este ano lectivo...

...leva a que estejamos todos de olhos postos nos Conselhos Executivos das escolas e respectivos Conselhos Pedagógicos. Há já alguns que, contrariamente ao desejado pelo governo, se têm revoltado e mostrado que não aceitam trabalhar sem as condições mínimas.
Hoje li o parecer do Conselho das Escolas (representante de todas as Escolas e Agrupamentos de Escolas do país). Esperamos que a ministra da Educação tenha o bom-senso de aceitar as questões levantadas.
Espero também que agora todas as escolas saibam responder à altura!...