quarta-feira, julho 28, 2010

MusiCaldas 2010

Concurso MusiCaldas 2010
23.07.2010
(As fotos estão colocadas de forma aleatória)







A professora de Oboé...... com o pai e com a filha ;)
Comunicação das jovens premiadas

As intérpretes premiadas

1º Lugar: Violoncelo

Mensão Honrosa: Flauta de Bisel

Mensão Honrosa: Piano

segunda-feira, julho 12, 2010

Transcrevo do jornal on-line da minha escola:



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Já fui professora do Daniel, há uns anos. Era um aluno incansável: no final de cada aula, pedia-me trabalho suplementar; queria aprender a tocar Flauta de Bisel rapidamente (queria Flauta Transversal mas não podia ser...). E trazia sempre as peças estudadas.
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É muito raro ter alunos assim como o Daniel...
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Acabou por conseguir matricular-se no CRCB graças ao ensino articulado (gratuito) e tem estudado sempre com um instrumento emprestado pela escola de música, mas já evoluiu tanto que já não chega; precisa de um instrumento novo, melhor. E não tem posses para o adquirir.
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Para além de contribuir com um depósito, espero estar a contribuir mais ainda com este post. Se quiserem ajudar este jovem estudante, façam-no. Ele merece!
  • conta na CGD com o 003500230000526290062

Já não é uma crónica nova...

... mas continua actualizadíssima!! :D

Neste momento, é óbvio para todos que a culpa do estado a que chegou o ensino é (sem querer apontar dedos) dos professores. Só pode ser deles, aliás. Os alunos estão lá a contragosto, por isso não contam. O ministério muda quase todos os anos, por isso conta ainda menos. Os únicos que se mantêm tempo suficiente no sistema são os professores. Pelo menos os que vão conseguindo escapar com vida. É evidente que a culpa é deles. E, ao contrário do que costuma acontecer nesta coluna, esta não é uma acusação gratuita. Há razões objectivas para que os culpados sejam os professores. Reparem: quando falamos de professores, estamos a falar de pessoas que escolheram uma profissão em que ganham mal, não sabem onde vão ser colocados no ano seguinte e todos os dias arriscam levar um banano de um aluno ou de qualquer um dos seus familiares.
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O que é que esta gente pode ensinar às nossas crianças? Se eles possuíssem algum tipo de sabedoria, tê-la-iam usado em proveito próprio. É sensato entregar a educação dos nossos filhos a pessoas com esta capacidade de discernimento? Parece-me claro que não. A menos que não se trate de falta de juízo mas sim de amor ao sofrimento.
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O que não posso dizer que me deixe mais tranquilo. Esta gente opta por passar a vida a andar de terra em terra, a fazer contas ao dinheiro e a ensinar o Teorema de Pitágoras a delinquentes que lhes querem bater. Sem nenhum desprimor para com as depravações sexuais - até porque sofro de quase todas -, não sei se o Ministério da Educação devia incentivar este contacto entre crianças e adultos masoquistas.
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Ser professor, hoje, não é uma vocação; é uma perversão. Antigamente, havia as escolas C+S; hoje, caminhamos para o modelo de escola S/M. Havia os professores sádicos, que espancavam alunos; agora há os professores masoquistas, que são espancados por eles. Tomando sempre novas qualidades, este mundo.
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Eu digo-vos que grupo de pessoas produzia excelentes professores: o povo cigano. Já estão habituados ao nomadismo e têm fama de se desenvencilhar bem das escaramuças. Queria ver quantos papás fanfarrões dos subúrbios iam pedir explicações a estes professores. Um cigano em cada escola, é a minha proposta. Já em relação a estes professores que têm sido agredidos, tenho menos esperança. Gente que ensina selvagens filhos de selvagens e, depois de ser agredida, não sabe guiar a polícia até à árvore em que os agressores vivem, claramente, não está preparada para o mundo.
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Ricardo Araújo Pereira
in Opinião, Boca do Inferno, Revista Visão

terça-feira, julho 06, 2010

Ando distraída..

Só há pouco me apercebi do que aconteceu ao final da manhã. Estando na escola e procurando novos assuntos para colocar no Nov@Picota on-line, resolvi ir até à wikipédia. Procurei acontecimentos importantes ocorridos no dia 6 de Julho (hoje) ao longo da História. Seleccionei os que considerei mais pertinentes para o jornal e parti para outras tarefas.
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Só agora, através do facebook, me apercebo da importante notícia que lá estava: morreu hoje a grande escritora portuguesa Matilde Rosa Araújo.
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A pouco e pouco, vão falecendo os grandes nomes da cultura portuguesa... :(



Nada como entrar em férias descontraidamente...

Noutros anos, por esta altura, as escolas já sabem como será a organização do próximo ano lectivo. Em Maio ou início de Junho, recebem um documento da tutela sobre a organização do próximo ano escolar. Ontem, este ainda não chegara, assim como as escolas não sabiam como será organizado o calendário escolar e se haverá alterações a fazer no 3.º ciclo.

A acrescentar a tudo isto, houve atrasos na publicação do novo estatuto da carreira docente e do concurso dos professores contratados, enumeram os directores das escolas. Sem esquecer a reordenamento da rede escolar, os mega-agrupamentos, dizem.

(no Público)

sexta-feira, junho 11, 2010

Ai!...

CRIDO DEÁRIO!

29 de Junho de 2009
paçei o 5º anuh. A p*ta da stora de mat, k é a nossa dt, n m kria deixar paçar pk eu tnh nega a td menus a ginástica, pk jogo bem há bola, e o crl... mas a gaija f*deu-se puke a ministra da idukaxão mandou dizer ao ppl k penxam q mandam aí nas xkolas masé pa baixarem os kornos k tds os socios com menos de 12 anus teiem de paçar... axu bem.

29 de Junho de 2010
passei o 6º anuh. ainda bem q ainda n fiz 13 anus, q ódpx podia n passar, qesta cena de passar com buéda negas é só até aos 12...f*da-se, fiquei buéda f*dido na m*rda deste ano, e ó c*ralho, o pan*leiro do stor d educassão física deu-me a m*rda do 2... assim tive nega a tudo... ainda bem q a ministra da iduqaxão é porreira, ela é qé uma sócia sbem: a xqola n serve pa nada, é uma seca. tive q aprender que os K's se escrevem Q, qomo em "xqola" e não "xkola", e que "passar" não é qom Ç... a xqola é porreira só pa qurtir qas damas qd gente se balda...

29 de Junho de 2011
Passei o 7º ano. Exte anuh ia chumbando pq tive nega a qase td menos a área de projetuh, mas aqela cena tb é facil, n se fax nd... Exte anuh a dt disseme q eu passava pq tinha aprendido qas fraxex qomexam qom letra maiúscula e pq m abituei a exqrever qom Q em vez de K, tipuh agora ja xei xqrever "eu qomo qogumelos qom quentruhs" em vez de "eu komo kogumelos kom kuentruhs". É fixolas, pode xer qum dia venha a ser um gamela famôzo...

29 de Junho de 2013
Passei o 9º ano. Foi buéda fácil, pqu a prof paxou-me logo. Fui ao quadro xqurever uma sena em qu dezia tipuh "aquela janela", e eu exqurevi "aqela janela", pqu dixeram-me qu n se xkqureve "akela", é quom Q e não quom K. Mas a profs desatinou quomiguh e dixe qu eu tnh qu pôr o U à frente do Q... Pur ixu exte anuh aprendi qu o Q leva U à frente. No próximuh anuh é o 10º, vou pá sequndária...

29 de Junho de 2014
Aquabei o 10º ano. Não foi muituh difícil só tive que aprender-mos a não exqureverem quom aberviaturas purque nem todas as palavras xe puderam aberviar mas ixtu foi uma bequa para o quompliquado purque quom esta sena do QU em vex de K e das aberviaturas exqueceramme de quomo é que se faxião os verbuhs nos tempuhs e nas pexoas, ou lá o que é... Mas a prof disse tass bem que no prócimo anuh a gente vê ixu.

29 de Junho de 2015
Passou o 11º ano. Foi mais fácil que o 10º. Aprendi que as frases devem ser mais qurtax. E aprendi também que "ano" não esqureve "anuh". Axo que no prócimo ano vai ser mais difícil. Purque a xeguir é a faquldade.

29 de Junho de 2016
Acabou o 12º. Fiquei buéda confuso porque tive de aprender a diferenxa entre usar o QU e o C, tipo "esCrever" e não "esQUrever". Quando eu usava o K era buéda mais fácil... A prof de português é buéda religiosa e anda a ouvir vozes de deus, porque dixe-me que eu não merexia passar, mas "xão ordens lá de xima"...

29 de Junho de 2017
Já fiz o primeiro ano da faculdade. Estou em ingenharia cevil na universidade lusófona. Tive um stor buéda mal iducado que me disse que eu era um ignorante porque às vezes escrevia com X em vez de CH, S ou C. Mas o meu pai veio cá com uma moca de rio maior e chegou-lhe a rôpa ao pelo. E depois fomos fazer queixa do gajo e a ministra despediu-o porque o gajo, não sei quê, parece que quis vir estragar aqui um muro nosso. Mas não sei essas senas. O meu pai é que me explicou uma cena qualquer de "danos murais"... O que é bom é que a ministra da iducação continua a mandar aqui nestes sócios da faculdade para eles não levantarem a garimpa contra nós.

29 de Junho de 2019
Acabei a minha licenciatura porque a ministra da iducação disse que tinhamos que passar sempre mesmo que não tivessemos notas, para não ficarmos astigmatizados. Acho que é uma cena que dá nos olhos quando se estuda muito. Agora vou fazer um mestrado e disseram-me que, quando acabar, vou ficar mestre. Eu quero ser de Kung-Fu.

29 de Junho de 2021
Já sou mestre. Afinal não sou de Kung Fu, sou de engenharia cevil. Os meus profs disseram que eu não devia estar em mestrado porque ainda não estava preparado, mas eu disse que o meu pai tinha uma moca de rio maior e que era amigo da ministra e já tinha mandado um bacano da laia deles para a rua e eles calaramsse. Agora vou fazer um doutoramento, porque a ministra da iducação diz que se não deixarem um aluno fazer o doutoramento só por causa das notas, ele fica com a auto-estima em baixo e isso perjudica a aprendizajem.

29 de Junho de 2023
Sou doutor. O meu orientador da tese ficou muito satisfeito porque eu já não dou erros ortográficos: ao longo destes dois anos, aprendi a escrever "engenharia civil" em vez de "ingenharia cevil" e também porque aprendi que a ministra é da "educação" e não da "iducação", mas lê-se assim. Entretantos casei. A minha dama chama-se Sónia e os pais dela ficaram muito felizes por ela ir casar com um doutor em engenharia civil. Ela não sabe ler nem escrever: só fez até ao 2º ano da licenciatura e depois foi trabalhar para o Minipreço. Já tá grávida.

29 de Outubro de 2023
Nasceu o meu filho! Chamei-lhe Júnior porque ele é mais novo que eu.

29 de Agosto de 2029
O Júnior vai fazer 6 anos daqui a 2 meses. Devia entrar para a escola este ano, mas estive a pensar muito bem e não o vou pôr na escola. Ele não precisa daquilo para nada, aprende em casa. Eu ensino-lhe a ler, que sou doutor, e a mãe ensina-lhe a fazer contas, que é caixa no Minipreço. A escola não vale nada. Acho que o sistema de ensino hoje em dia é uma m*rda. No meu tempo é que era bom.
(recebido por email)

sábado, maio 29, 2010

Esta semana não aconteceu nada de interessante por cá...


Sendo fã incondicional do jornal regional Reconquista, pela qualidade e variedade da informação que publica nas suas edições em papel, entristece-me receber a informação semanal do Reconquistv e quase só encontrar referências a futebol. Quero lá saber disso!! Se pelo menos estas notícias viessem no meio de outras mais importantes... :(
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Relembro que estamos a meio de do 16º Festival "Primavera Musical" e tantos e tão bons espectáculos temos tido o prazer de assistir. Muitos deles com pouquíssimo público. Não será também essa a função de um jornal regional? Se o público não sabe da existência, não vai. Se o público sabe que vai haver um concerto mas não tem informação sobre quem são os intérpretes e a sua qualidade, poderá não se sentir tentado a ir.
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Mais ainda, o CRCB tem apresentado inúmeros concertos, audições, associou-se às comemorações do centenário do Museu Tavares Proença Júnior, é o Promotor do "Primavera Muscal" e o Reconquistv ainda não divulgou nenhum destes acontecimentos (pelo menos que seja do meu conhecimento!).
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Obviamente, faço questão de contactar o Reconquista sobre este assunto. É através de públicos atentos e participativos que os media poderão crescer e desenvolver-se.

quarta-feira, maio 05, 2010

Duas versões bem distintas de uma obra de Henry Purcell

"I take no pleasure" de Henry Purcell

Versão I
Versão II

:D

Mas será possível?!

Toda a oposição está contra: a avaliação de professores (pela forma incorrecta como foi realizada no ano lectivo transacto) não deve ser tida em conta neste concurso de professores que agora decorre. Mas não... a Ministra da Educação não está de acordo. Afinal não se pode deitar fora todo o trabalho desenvolvido nesta área (segundo afirmou). Há quem concorde com o ditado popular que (claro que referindo-se a comida) "antes nos faça mal do que se estrague" :(
Que raio de justificação!! Pois eu sou de opinião contrária! Imaginem um arquitecto que projecta uma casa. À medida que vai sendo construída, logo se apercebe das graves falhas cometidas: por exemplo a despensa longe da cozinha, a lareira no WC, a porta da entrada para um dos quartos, etc... O que fazer? Começar de novo ou ir remediando os problemas? Pode parecer que custará mais recomeçar, mas se se prosseguir a casa nunca ficará bem, a tentativa de resolução de alguns problemas acarretarão outros e os custos de produção serão enormes.
Haja paciência...

quinta-feira, abril 15, 2010

Vaidades...

Desde o ano lectivo passado, trabalho com coros infantis/juvenis (Vox On e Voximix), no CRCB. Desde que ingressei nesta escola enquanto aluna (há já uns "anitos"), nunca mais me consegui afastar dela. As minhas filhas seguem também os estudos musicais e o marido voltou aos "bancos de escola". Deixou o Violoncelo e mudou-se para o Oboé ;) Calculam, portanto, 0 prazer imenso que é para mim poder voltar a estar do lado de dentro desta escola, agora enquanto docente.

O trabalho com jovens na disciplina de Coro entusiasma-me imenso e gostando como gosto de cantar e sabendo a importância de uma correcta utilização da voz, tenho procurado no repertório de compositores portugueses as obras necessárias para desenvolver a minha actividade.

Foi por acaso que descobri o compositor Sérgio Azevedo. "Tropecei" numa obra sua de Natal enquanto procurava na Ava Editores e gostei. Como tenho o hábito de divulgar o meu percurso aqui no blogue, este acontecimento acabou por chegar ao próprio compositor.

É muito interessante este lado positivo de trabalhar obras de autores vivos; podemos saber logo se gostaram ou não, se conseguimos captar a essência das suas obras ou não. É um risco. Então, é para mim! :D

Após mais um concerto, desta vez com obras nunca antes interpretadas publicamente, recebi um novo contacto do compositor e sinto-me muito feliz. O Sérgio Azevedo gostou. Gostou da forma como o Coro Vox On abordou as obras "O dia da Carolina" e "Bichos de arrepiar". Bem, não fizemos todos os andamentos, pois seria impossível consegui-lo num só período escolar, com alunos de 1º e 2º graus do ensino articulado.

Deixo aqui excertos da sua missiva. Vejam porque me sinto tão bem...

[Eu avisei no título deste post que falaria de vaidades... ;)]

"Devo dizer-lhe que estão de parabéns, incluindo o pianista, que não tem um trabalho nada fácil. As canções, nomeadamente os “Bichos de Arrepiar”, são bastante ingratas por vezes. Os “Bichos de Arrepiar” foram o primeiro ciclo que escrevi quase 15 anos depois das “5 Cantigas de Bichos”, e são bastante mais difíceis e abstractas em geral do que os ciclos seguintes (aliás, o “Insectário” é do mesmo tipo ainda). Nada que se compare com a singeleza de muitos dos ciclos que, já com mais experiência, escrevi depois destes, pelo que são um desafio suplementar para qualquer coro infantil."

Ainda aqui não referi que o pianista foi o director do CRCB, o professor João Paulo Cunha, com quem gosto imenso de trabalhar. Para além de excelente pianista, são já muitos anos como pianista acompanhador...

"Espero um dia ter o prazer de assistir ao vivo a este coro magnífico, e quem sabe, a um futuro CD com estas canções!"

E, por fim, deixou uma mensagem que considero fantástica e me deixa com mais ânimo para persistir nesta árdua tarefa:

"Abraços, e mais uma vez os meus maiores parabéns a si, ao pianista, e ao coro Vox On. Ao sair do repertório mais convencional para crianças, está a prepará-los para abrirem os ouvidos e as mentes à música moderna e à música portuguesa (e não falo só das minhas canções, claro, muitas mais existem de óptima qualidade de outros colegas meus), o que é decerto uma mais valia para o coro, e um privilégio que trará benefícios, dos quais só se darão conta certamente só daqui a uns anos, mas dar-se-ão, acredite! Quando tiverem a consciência mais desenvolvida, ao olharem para trás dar-se-ão conta que beneficiaram de uma educação musical de alta qualidade, fora do rame-rame da convencionalidade e da repetição de repertório que ainda hoje persiste no nosso ensino musical. Bem haja!"

domingo, abril 11, 2010

sábado, abril 10, 2010

Que bela ideia!

Em Joinville, uma cidade do sul do Brasil, a música ouve-se logo pela manhã. Com o Projecto Concertos Matinais, e durante alguns domingos, vários serão os intérpretes que actuarão pelas 10H30. Com entrada livre, aquele povo brasileiro começa bem o dia! :D
(Notícia encontrada aqui)

domingo, março 21, 2010

Para o Dia Mundial da Poesia...

Já não é a primeira vez que mostro este filme, mas repito a experiência pois considero-o poesia pura!

sábado, março 20, 2010

A escrita original de Fabião Baptista

Orquestra da ESART regressa ao palco
Por: Fabião Baptista
19 de Março de 2010 às 17:55h
Jornal "Reconquista"

A Orquestra Sinfónica da ESART, Escola Superior de Artes Aplicadas, do Instituto Politécnico de Castelo Branco, proporcionou, mais uma vez, uma sublime demonstração da arte de bem interpretar música clássica. Foi um concerto de música erudita, onde uma plêiade de jovens estrelas, brilharam com todo o fulgor, no auditório do Cine Teatro Avenida, com uma plateia bastante bem composta de espectadores.
Sob a batuta do maestro Pedro Neves, o concerto iniciou-se com os intérpretes a executarem uma “Suite Checa”, em ré maior, Opus 39, de autoria de Antonin Dvorak. Esta partitura apresentou vários ritmos musicais de danças populares da Checoslováquia, que tiveram a introdução de um “prelúdio”, de notável inspiração criadora.
De seguida foram executados vários trechos de música sinfónica, representativos de óperas e bailados bem típicos da Checoslováquia, de acentuada inspiração nacionalista, onde transparecia a musicalidade peculiar das danças tradicionais checas, de grande sabor artístico e timbre etnográfico, pela sua peculiaridade, sobressaíando o espírito tradicional checo e a sua aspiração latente de liberdade religiosa. O primeiro andamento desta partitura, de grande impasse instrumental, teve lugar com um “allegro moderato”, num prelúdio de carácter bucólico ou pastoril, a fim de que os intérpretes se ambientassem aos seus instrumentos. No segundo andamento, interpretaram uma “polca”, dança de origem boémia, viva, a dois tempos, com acentuação nos três primeiro meios-tempos. No terceiro andamento, executaram uma dança de ritmo francês. No quarto, uma “romança”, música romântica e muito sentimental, rematando a interpretação desta partitura, com um andamento rápido, vigoroso, quase em fúria instrumental.

Após um brevíssimo intervalo, seguiu-se a “Sinfonia, n.º 2”, em ré maior, (Opus 43), escrita pelo compositor e violonista, Jean Sibelius, uma partitura ampla, vigorosa e audaz, com seus sublimes e bem característicos quatro andamentos, onde se revela um temperamento musical de primeira grandeza polifónica, sempre fiel ao seu espírito nacionalista e arrebatamento patriótico que lhe fervia na alma de músico inconformado. No primeiro andamento, a melodia é de acentuado sabor pastoril, própria da vida pacífica da Finlândia, em épocas de acalmia e liberdade. Durante o transcorrer desta partitura, há momentos de expressiva tensão musical e de grande fluidez interpretativa, através de progressivas intervenções dos instrumentos de cordas, numa perfeita simbiose com os metais e instrumental de percussão. Também as madeiras se aliavam à figuração das cordas, dando lugar a momentos algo nostálgicos, com as intervenções das trompas, dos fagotes e da tuba. No segundo andamento, surge um artístico e complexo desenvolvimento, entoado por toda a orquestra, numa expressiva arquitectura musical, através de uma imponente intervenção dos metais, o que redunda num efeito magnífico e majestoso. Por fim, em jeito de “sonata”, o quarto andamento apresenta várias nuances, terminando a orquestra num progressivo e contínuo crescendo, até rematar num arrebatamento triunfal.

sexta-feira, março 19, 2010

Pergunta

Recebi hoje, por email, este problema:

Qual o próximo número da sequência abaixo?
2, 10, 12, 16, 17, 18, 19,...
Obviamente que não descobri. Na verdade, nunca fui muito boa nestas charadas ;)

quinta-feira, março 11, 2010

Sempre gostei de Cat Stevens



Da ideia de calma, tranquilidade, leveza que consegue transmitir...
Sentar-me no sofá, recostar-me e ouvir.
Apenas...
Gosto.

quinta-feira, março 04, 2010

Uma criança morreu vítima de bullyng

"Os supostos agressores já foram identificados e estão a ser acompanhados por um psicólogo na própria escola. ..."
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"(...)Ontem mesmo Graça Caldeiras disse que não foi trabalhar para acompanhar o filho em mais uma consulta no psicólogo que conseguiu arranjar no centro de saúde, já que a psicóloga da escola não tinha tempo para o atender".

Os psicólogos cada vez têm menos tempo para quem realmente precisa.^

(daqui)

Eu sei que é dia de greve...

... mas isto não é trabalho; é prazer, mesmo!
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Que tal alegrarem um pouco o blogue de Educação Musical da minha escola votando online no melhor instrumento? Os alunos iam gostar (e eu também!) :D

Podem fazê-lo aqui

Hoje o google está muito giro...

:D

domingo, fevereiro 28, 2010

sábado, fevereiro 27, 2010

Curiosidades filosóficas

O frango atravessou a rua... porquê?


Professora do Ensino Primário
"Porque o frango queria chegar ao outro lado da rua."

Criança
"Porque sim."

Platão
"Porque queria alcançar o Bem."

Aristóteles
"Porque é da natureza do frango atravessar a rua."

Descartes
"O frango pensou antes de atravessar a rua, logo, existe."

Rousseau
"O frango por natureza é bom; a sociedade é que o corrompe e o leva
atravessar a rua."

Freud
"A preocupação com o facto de o frango ter atravessado a rua é um
sintoma de insegurança sexual."

Darwin
"Ao longo dos tempos, os frangos vêm sendo seleccionados de forma
natural, de modo que, actualmente, a sua evolução genética fê-los
dotados da capacidade de cruzar a rua."

Einstein
"Se o frango atravessou a rua ou se a rua se moveu em direcção ao
frango, depende do ponto de vista... Tudo é relativo."

Martin Luther King
"Eu tive um sonho. Vi um mundo no qual todos os frangos livres podem
cruzar a rua sem que sejam questionados os seus motivos. O frango
sonhou."

George W. Bush
"Sabemos que o frango atravessou a rua para poder dispor do seu
arsenal de armas de destruição massiça. Por isso tivemos de eliminar o
frango."

Cavaco Silva
"Porque é que atravessou a rua, não é importante. O que o país precisa
de saber é que, comigo, o frango vai dispor de uma conjuntura
favorável. Não colocarei entraves para o frango atravessar a rua."

José Sócrates
"O meu governo foi o que construiu mais passadeiras para frangos.
Quando for reeleito, vou construir galinheiros de cada lado da rua
para os frangos não terem de a atravessar."

Mário Soares
"Já disse ao frango para desistir de atravessar a rua! Eu é que vou
atravessar! Não vou desistir porque sei que os portugueses querem que
eu atravesse outra vez a rua!!!"

Manuel Alegre
"O frango é livre, é lindo, uma coisa assim... com penas! Ele
atravessou, atravessa e atravessará a rua, porque o vento cala a
desgraça, o vento nada lhe diz!"

Jerónimo de Sousa
"A culpa é das elites dominantes, imperialistas e burguesas que
pretendem dominar os frangos, usurpar os seus direitos e aniquilar a
sua capacidade de atravessar a rua, na conquista de um mundo
socialista melhor e mais justo!"

Francisco Louçã
"Porque é preciso dizer olhos nos olhos que só por uma questão racista
o frango necessita de atravessar a rua para o outro lado. É uma
mesquinhice obrigar o frango a atravessar a rua!"

Valentim Loureiro
"Desafio alguém a provar que o frango atravessou a rua. É
mentira...!!! É tudo mentira!!!"

Paulo Bento
"O frango atravessou a rua com naturalidade... Era isso que esperávamos
e foi isso que aconteceu, com muita naturalidade. O frango ainda é
muito jovem e estas coisas pagam-se caro, com naturalidade!!!"

(recebido por email)

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

Coincidências (ou nem por isso...)

Já há uns dias que aqui não venho... Quando chego ao computador, começo por ler as mensagens nos diversos emails, depois passo à colocação de mensagens na página web e no facebook do CRCB, no jornal online e na página web do meu Agrupamento, nos blogues dos alunos... Quando, finalmente, estou pronta para o meu, já estou sem energia.

Confesso que, acabo por me render ao voyerismo do facebook. Basta-me um clique e fico ao corrente do que têm feito os meus amigos. Nem preciso de pensar muito :s

Eu sei que não é bem assim mas, por agora, é o suficiente para entreter este cérebro cansado... Desculpem-me.

Já agora, não posso deixar de comentar a última mensagem que aqui coloquei. Por acaso, foi sobre um discurso de Fernando Nobre, provavelmente já em pré-campanha... Hum!...

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

Haja quem diga estas verdades...

... e, já agora, quem as oiça!
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Dr. Fernando Nobre (Presidente da AMI) criticou hoje, no III Congresso Nacional de Economistas a decorrer no Funchal, a posição das associações patronais que se têm manifestado contra aumentos no salário mínimo nacional. Na sua intervenção no III Congresso Nacional de Economistas, Nobre considerou "completamente intolerável" que exista quem viva "com pensões de 300 ou menos euros por mês", e questionou toda a plateia se "acham que algum de nós viveria com 450 euros por mês?"
.
Numa intervenção que arrancou aplausos aos vários economistas presentes, Fernando Nobre disse que não podia tolerar "que exista quem viva com 450 euros por mês", apontando que se sente envergonhado com "as nossas reformas". "Os números dizem 18% de pobres... Não me venham com isso. Não entram nestes números quem recebe os subsídios de inserção, complementos de reforça e outros. Garanto que em Portugal temos uma pobreza estruturada acima dos 40%, é outra coisa que me envergonha..." disse ainda. "Quando oiço o patronato a dizer que o salário mínimo não pode subir.... algum de nós viveria com 450 euros por mês? Há que redistribuir, diminuir as diferenças. Há 100 jovens licenciados a sair do país por mês, enfrentamos uma nova onda emigratória que é tabu falar. Muitos jovens perderam a esperança e estão à procura de novos horizontes... e com razão", salientou Fernando Nobre. O presidente da AMI, visivelmente emocionado com o apelo que tenta lançar aos economistas presentes no Funchal, pediu mesmo que "pensem mais do que dois minutos em tudo isto". Para Fernando Nobre "não é justo que alguém chegue à sua empresa e duplique o seu próprio salário ao mesmo tempo que faz uma redução de pessoal. Nada mais vai ficar na mesma", criticou, garantindo que a sociedade "não vai aceitar que tudo fique na mesma".
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No final da sua intervenção, Fernando Nobre apontou baterias a uma pequena parte da plateia, composta por jovens estudantes, citando para isso Sophia de Mello Breyner. "Nada é mais triste que um ser humano mais acomodado", citou, virando-se depois para os jovens e desafiando-os: "Não se deixem acomodar. Sejam críticos, exigentes.. A vossa geração será a primeira com menos do que os vossos pais". Fernando Nobre ainda atacou todos aqueles que "acumulam reformas que podem chegar aos 20 mil euros quanto outros vivem com pensões de 130, 150 ou 200 euros... Não é um Estado viável! Sejamos mais humanos, inteligentes e sensíveis".
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(notícia recebida por email)

terça-feira, fevereiro 09, 2010

Alguém interessado?

Caros Amigos,
Com o objectivo de dar continuidade ao seu projecto musical, o Coro Anonymus abriu audições para os próximos dias 3 e 7 de Março. Gostaríamos de poder contar com a habitual colaboração de todos na difusão desta mensagem.
Muito obrigada!
Um abraço,
--
Cláudia Camelo
www.coroanonymus.com

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Impecável...

O hi5 dos Coros do CRCB tem um amigo - Phonograph - que nos envia diariamente um vídeo, sempre de estilos diferentes. Um destes dias recebi este que me fez recordar a minha adolescência; tanto que eu ouvi esta música ;)

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

Que bela sugestão!

Tenho andado mesmo longe do blogue, caramba! O tempo não dá mesmo para tudo o que se gosta... Enfim, hoje o blogue 365 coisas que posso fazer para diminuir a minha pegada ecológica partilhou uma ideia fantástica: fazer o upload de um tipo de letra que permite gastar menos tinteiro. Fabulosa ideia! Vejam só...

Obviamente, já está no meu computador! :D

terça-feira, janeiro 19, 2010

É preciso paciência...

Hoje aborreceu-me receber um comentário algo indelicado. O leitor não escreveu nenhuma palavra incorrecta, apenas usou o Fantasia Musical para fazer publicidade da sua escola de música.
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Se o tivesse solicitado, garanto-lhe que seria um prazer fazê-lo. No entanto, no espaço do comentário apenas escreveu o link para a sua página; assim, sem mais demoras. Irritou-me. Quer publicidade gratuita? Pois procure-a noutro lado!

Imagens de marca ;)

segunda-feira, janeiro 18, 2010

Como comportar-se num concerto de música erudita

Os diversos estilos de música têm os seus próprios rituais. Plateias de jazz aplaudem os músicos após cada improviso, cantores pop pedem à plateia para os acompanhar no refrão de algumas músicas e, para ir um pouco mais longe, o público de shows de música punk deve segurar os músicos que se atiram sobre a plateia. Com a música erudita ocorre o mesmo, mas os rituais da música de concerto podem parecer muito confusos.

O concertino e o maestro - Normalmente o líder dos violinos (concertino) espera até que a orquestra esteja posicionada para se dirigir à plataforma e receber aplausos. Uma nota de afinação soa e os músicos preparam os seus instrumentos. O público deve ficar em silêncio durante a afinação. De seguida, o maestro entra e recebe mais aplausos. Este cumprimenta o concertino, como representante de orquestra. Os músicos sentam-se e o maestro vira-se para a orquestra e a música começa. O maestro não se virará para o público até ao final da peça, que pode demorar de alguns minutos a mais de uma hora.

Quando aplaudir - A música poderá começar e parar algumas vezes. São os intervalos entre os movimentos, apontados nos programas de qualquer peça erudita. Mas somente quando a peça inteira se finda e o maestro baixa os seus braços e se vira para a plateia é que se deve aplaudir. Nunca entre intervalos dos movimentos. O maestro, então, deixa o palco e retorna ao palco repetidas vezes, enquanto os aplausos persistirem. Normalmente, o regente pedirá que alguns músicos ou toda a orquestra se levante para dividir os aplausos.

O solista e os intervalos - Após todo este entra-e-sai, aplausos e agradecimentos, o maestro acaba fora do palco enquanto a orquestra se prepara para a próxima peça. Estantes de música e músicos são adicionados ou retirados do palco. Eventualmente, quando todos estão prontos, o maestro volta ao palco para dirigir a próxima peça. Se houver um solista, este dirigir-se-á para a frente do palco com o maestro e normalmente é o centro da atenção.

Bravo, brava ou bravi - O público pode mostrar entusiasmo extra ao levantar-se enquanto aplaude ou gritando bravo!. Para ser política e gramaticalmente correcto, grite brava para mulheres e bravi para um grupo. Uma curiosidade: hoje em dia não há o costume de se vaiar apresentações consideradas abaixo do nível esperado, mas isto era muito comum há poucos anos e ainda acontece em algumas casas de ópera na Itália, onde há casos de cantores que têm de se refugiar de projécteis atirados pela plateia. No passado, as reacções eram mais violentas. O público tornou inesquecível a primeira apresentação da Sagração de Primavera, com grupos rivais digladiando-se com palavras e uivos. No tempo de Beethoven, tudo era muito diferente, o público da Nona Sinfonia gostou tanto do Scherzo que o aplaudiu enquanto a música ainda era tocada. Os concertos também eram muito diferentes. O Concerto de Violino de Beethoven foi tocado pela primeira vez a partir de seu manuscrito, sem nenhum ensaio e teve os seus movimentos divididos por uma sonata de Franz Clement, tocada com o violino de cabeça para baixo. A première da Symphonia Domestica de Strauss foi na loja de departamentos Wanamaker´s, em Nova Iorque.

Tossir - Mesmo plateias bem informadas cometem grandes gafes, como tossir de maneira violenta entre movimentos ou em momentos de silêncio em meio à performance. O silêncio pode ter especial significado em algumas obras e a acústica da sala de concerto é projectada de modo a amplificar e canalizar o som produzido para a sala inteira. Tossir? Só no fortíssimo. Os momentos de fortíssimo, quando a orquestra ataca com todas as suas forças seriam um momento mais próprio para a tosse.

Telemóvel - Sobre não desligar o telefone, ou mesmo atendê-lo, não é necessário tecer comentários.

De qualquer maneira aplauda e grite (ou vaie) com vontade. Os artistas querem saber o que você achou do concerto.
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(retirado do blogue Il Mondo Classico, com algumas adaptações a nível de língua)

quinta-feira, janeiro 14, 2010

É já este domingo...

... que se inicia um novo espaço musical para as famílias. Claro que é em Lisboa [ :( ] mas não deixa de ser muitíssimo interessante e, desta vez, irei.


Bem, na verdade não estou a ser justa para o Carlos Semedo, pois afinal em Castelo Branco tem havido alguns bons espectáculos ao domingo de manhã para as famílias :D

segunda-feira, janeiro 11, 2010

Faz-vos lembrar algum conto infantil?

Eis uma exposição a que não gostaria de faltar. De 9 de Janeiro a 27 de Fevereiro, uma exposição de Ana Janeiro, na Galeria Paulo Amaro (Lisboa).

segunda-feira, janeiro 04, 2010

David Campbell elogia (Des)Concertante

Já aqui falei, por diversas vezes, do fantástico grupo de Música de Câmara (Des)Concertante Trio, ora anunciando concertos ora divulgando prémios por eles recebidos. A junção entre o Clarinete do Sérgio Neves, o Acordeão da Carisa Marcelino e o Violoncelo da Ana Luísa Marques é particularmente interessante pela sua originalidade! Desde o início desta formação, tenho procurado seguir o seu percurso artístico, pois sei que é um trio com futuro.

Ontem agradou-me imenso saber que há já alguns críticos internacionais que divulgam o grupo assim:

Esta é uma crítica de David Campbell, inserida na revista Clarinet & Saxophone Magazine referente ao ClarinetFest 2009 Oporto, este ano ocorrido na Casa da Música.

Concerto de Reis

O Coro Anonymus, amigo do Cantar no CRCB, enviou-nos este convite que não posso deixar de partilhar convosco. Se puderem, vão até lá! Para saberem mais pormenores sobre este concerto, o melhor é darem um salto até aqui.

segunda-feira, dezembro 28, 2009

Vês como gostas de ópera?

Imagina que estás num qualquer mercado e, de repente, observas o seguinte:


Seria divertido, não é verdade?