
Ontem ouvi, na Antena 2, uma versão da Sonata nº 14 em dó sustenido menor para piano op.27 nº 2 (Ao Luar) de Beethoven, tocada por Claudio Arrau. Nunca tinha ouvido falar deste pianista e fiquei deveras surpreendida quando ouvi um pouco da sua biografia. E, claro, surpreendida também pela forma como tocou a obra.
Não sou grande fã de Beethoven e menos ainda da maior parte das obras, por demais, tocadas. No entanto, emocionei-me. A sério que me vieram as lágrimas aos olhos. Foi, de facto, um grande músico, este Claudio Arrau! Não é que seja difícil emocionar-me, mas a ouvir Beethoven...
Chileno (Chile 1903- Áustria 1991), aos 3 anos já lia por partitura e tocava as peças que a sua mãe ensinava aos alunos. Aos 5 anos deu o primeiro concerto na cidade natal. Recebeu apoio financeiro por parte do governo chileno para estudar na Alemanha. O seu último professor foi (se bem me lembro de ouvir na rádio) o último aluno de Liszt. E, por opção, quando este faleceu (tinha Arrau 15 anos) não voltou a ter professores tendo, mesmo assim, ganho imensos concursos de piano importantíssimos. Morreu aos 88 anos de idade.
Adenda: Fica aqui a sugestão que o Fernando deixou no seu comentário. Arrau era mesmo especial!... Espectacular este Presto da Sonata No. 7 em Lá menor, K. 310 de Wolfgang Amadeus Mozart.