sexta-feira, fevereiro 04, 2011

The food of love









"If music be the food of love" de Henry Purcell.

(Que saudades do Coro Misto do CRCB, dirigido pelo maestro José Carlos Oliveira...)

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Mas e a criatividade?!

Sinceramente, estou ficando completamente desanimada com o rumo que as novas gerações estão a seguir. Já não há espaço para a criatividade, a descoberta, a partilha entre amigos próximos.
Há filmes/desenhos animados que ensinam tudo; assim, sem qualquer esforço por parte das crianças.
É tão bom deixar que a vida nos traga novidades... :(

O vídeo está a ser transmitido nas escolas, inserido no programa de educação sexual infantil.

segunda-feira, janeiro 31, 2011

Contribuindo para um mundo melhor...



Tendo estado tanto tempo sem aqui vir, este é um excelente recomeço. Este vídeo foi-me enviada por email por um amigo que, tal como eu, gosta de partilhar coisas boas :D

quarta-feira, janeiro 12, 2011

Entristece-me.

A paz e o sossego do Interior começam a ser características em vias de extinção. Castelo Branco cada vez mais parecida com a capital do país; para o bom e para o mau :(
Anda um grupo de pessoas empenhada em construir uma escola de qualidade, onde coabitem a educação, a cultura e o respeito pelo próximo e, num instante, um jovem pode deitar tudo a perder. Que coisa!!!!!

domingo, janeiro 09, 2011

Decisões pouco coerentes...

Quando o dinheiro da DREC é gasto assim, é natural que não sobeje para as necessidades do dia-a-dia das escolas. É preciso ser-se mau enquanto pessoa, para se chegar a este ponto... Infelizmente, já não me surpreende e garanto que esta sensação é muito má :(

terça-feira, janeiro 04, 2011

Uma forma diferente de mostrar o nosso amor

Numa reunião de pais numa escola da periferia, a professora ressaltava o apoio que os pais devem dar aos filhos e pedia-lhes que se fizessem presentes o máximo de tempo possível... Considerava que, embora a maioria dos pais e mães trabalhasse fora, deveria arranjar tempo para se dedicar às crianças.
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Mas a professora ficou muito surpreendida quando um pai se levantou e explicou humildemente, que não tinha tempo de falar com o filho, nem de vê-lo, durante a semana, porque quando ele saía para trabalhar era muito cedo e o filho ainda estava a dormir. Quando voltava do trabalho já era muito tarde e o filho já não estava acordado.
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Explicou, ainda, que tinha de trabalhar assim para prover o sustento da família, mas também contou que isso o deixava angustiado por não ter tempo para o filho e que tentava compensá-lo indo beijá-lo todas as noites quando chegava em casa. E para que o filho soubesse da sua presença, ele dava um nó na ponta do lençol que o cobria. Isso acontecia religiosamente todas as noites quando ia beijá-lo. Quando o filho acordava e via o nó, sabia, através dele, que o pai tinha estado ali e o havia beijado. O nó era o meio de comunicação entre eles.
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A professora emocionou-se com aquela história e ficou surpreendida quando constatou que o filho desse pai era um dos melhores alunos da escola.
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O facto faz-nos reflectir sobre as muitas maneiras de as pessoas se fazerem presentes, de comunicarem com os outros. Aquele pai encontrou a sua, que era simples mas eficiente. E o mais importante é que o filho percebia, através do nó, o que o pai estava a dizer.
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Simples gestos como um beijo e um nó na ponta do lençol, valiam, para aquele filho, muito mais do que presentes ou a presença indiferente de outros pais. É por essa razão que um beijo cura a dor de cabeça, o arranhão no joelho, o medo do escuro... É importante que nos preocupemos com os outros, mas é também importante que os outros o saibam e que o sintam. As pessoas podem não entender o significado de muitas palavras, mas sabem reconhecer um gesto de amor. Mesmo que esse gesto seja apenas um nó num lençol...
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(mensagem recebida por email)

domingo, janeiro 02, 2011

Felicidade

Imaginem um rapaz correndo de mota numa estrada secundária. O vento bate-lhe no rosto. O rapaz fecha os olhos e abre os braços, como nos filmes, sentindo-se vivo e em plena comunhão com o universo. Não vê o camião irromper do cruzamento. Morre feliz. A felicidade é quase sempre uma irresponsabilidade. Somos felizes durante os breves instantes em que fechamos os olhos.
(in: O Vendedor de Passados de José Eduardo Agualusa)

quinta-feira, dezembro 30, 2010

Prendas especiais


A minha filha Carolina trouxe-me, de Londres, uma agenda para o próximo ano. É uma agenda muito especial: cada dia é marcado pelo aniversário de músicos. (Também é especial porque me foi oferecida pela filhotita, mas isso são outras conversas)


Uma excelente forma de melhorar a minha cultura geral, pois não conhecia a maioria destes nomes. Sempre a aprender... ;)

terça-feira, dezembro 28, 2010

A saúde mental dos portugueses


(Transcrição do artigo do médico psiquiatra Pedro Afonso, publicado no Público, 2010-06-21)

Alguns dedicam-se obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas.

Recentemente, ficámos a saber, através do primeiro estudo epidemiológico nacional de Saúde Mental, que Portugal é o país da Europa com a maior prevalência de doenças mentais na população. No último ano, um em cada cinco portugueses sofreu de uma doença psiquiátrica (23%) e quase metade (43%) já teve uma destas perturbações durante a vida.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque assisto com impotência a uma sociedade perturbada e doente em que violência, urdida nos jogos e na televisão, faz parte da ração diária das crianças e adolescentes. Neste redil de insanidade, vejo jovens infantilizados incapazes de construírem um projecto de vida, escravos dos seus insaciáveis desejos e adulados por pais que satisfazem todos os seus caprichos, expiando uma culpa muitas vezes imaginária. Na escola, estes jovens adquiriram um estatuto de semideus, pois todos terão de fazer um esforço sobrenatural para lhes imprimirem a vontade de adquirir conhecimentos, ainda que estes não o desejem. É natural que assim seja, dado que a actual sociedade os inebria de direitos, criando-lhes a ilusão absurda de que podem ser mestres de si próprios.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque, nos últimos quinze anos, o divórcio quintuplicou, alcançando 60 divórcios por cada 100 casamentos (dados de 2008). As crises conjugais são também um reflexo das crises sociais. Se não houver vínculos estáveis entre seres humanos não existe uma sociedade forte, capaz de criar empresas sólidas e fomentar a prosperidade. Enquanto o legislador se entretém maquinalmente a produzir leis que entronizam o divórcio sem culpa, deparo-me com mulheres compungidas, reféns do estado de alma dos ex-cônjuges para lhes garantirem o pagamento da miserável pensão de alimentos.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque se torna cada vez mais difícil, para quem tem filhos, conciliar o trabalho e a família. Nas empresas, os directores insanos consideram que a presença prolongada no trabalho é sinónimo de maior compromisso e produtividade. Portanto é fácil perceber que, para quem perde cerca de três horas nas deslocações diárias entre o trabalho, a escola e a casa, seja difícil ter tempo para os filhos. Recordo o rosto de uma mãe marejado de lágrimas e com o coração dilacerado por andar tão cansada que quase se tornou impossível brincar com o seu filho de três anos.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque a taxa de desemprego em Portugal afecta mais de meio milhão de cidadãos. Tenho presenciado muitos casos de homens e mulheres que, humilhados pela falta de trabalho, se sentem rendidos e impotentes perante a maldição da pobreza. Observo as suas mãos, calejadas pelo trabalho manual, tornadas inúteis, segurando um papel encardido da Segurança Social.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque é difícil aceitar que alguém sobreviva dignamente com pouco mais de 600 euros por mês, enquanto outros, sem mérito e trabalho, se dedicam impunemente à actividade da pilhagem do erário público. Fito com assombro e complacência os olhos de revolta daqueles que estão cansados de escutar repetidamente que é necessário fazer mais sacrifícios quando já há muito foram dizimados pela praga da miséria.

Finalmente, interessa-me a saúde mental de alguns portugueses com responsabilidades governativas porque se dedicam obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas. Entretanto, com a sua displicência e inépcia, construíram um mecanismo oleado que vai inexoravelmente triturando as mentes sãs de um povo, criando condições sociais que favorecem uma decadência neuronal colectiva, multiplicando, deste modo, as doenças mentais.

E hesito em prescrever antidepressivos e ansiolíticos a quem tem o estômago vazio e a cabeça cheia de promessas de uma justiça que se há-de concretizar; e luto contra o demónio do desespero, mas sinto uma inquietação culposa diante destes rostos que me visitam diariamente.

Pedro Afonso
Médico psiquiatra

segunda-feira, novembro 29, 2010

É difícil não contar :D

Este foi um fim-de-semana cheio de emoções para as minhas filhas; as duas tiveram concertos. A Carolina tocou com a Orquestra Metropolitana o concerto em homenagem ao maestro António Vitorino de Almeida e a Bárbara tocou com a Orquestra Sinfónica da ESART no Cine-Teatro Avenida em Castelo Branco e no Coliseu do Porto.

Emocionante porquê?

Pois bem a mais velha, numa orquestra profissional, acabou por tocar 1ª Flauta, sentada ao lado do seu professor Nuno Inácio e a Bárbara foi convidada a integrar uma orquestra do ensino superior, tocando 1º Oboé, quando ainda frequenta o 7º grau no CRCB!
Aliás, relembro aqui que também a Carolina passou por esta experiência fantástica com a ESART (2007). E o mais engraçado é que interpretou uma das peças que voltou a tocar este fim-de-semana com a Metropolitana "Sinfonia para um homem bom" :D

Não imaginam como me sinto feliz! O trabalho árduo e o ter bons professores (Bruno Ferreira e Nuno Inácio) acaba por dar os seus frutos. É preciso é saber esperar...

quarta-feira, novembro 24, 2010

"Causa-lhe transtorno?"

Esta é a pergunta mais frequente entre os jornalistas quando questiona a população na rua. Obviamente que causa e ainda bem, pois é sinal que a greve está a ter o efeito pretendido. Era bom que todos se apercebessem do quanto o país está mal e respondessem todos ao chamamento, mostrando que estão desagradados. Mas parece que há muita gente satisfeita... [ou com medo...]
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E eu estou, de facto, com medo do futuro. Ao ouvir alguns entrevistados nos programas da manhã (SIC Notícias e RTPN), apercebo-me que quase todos os que estão contra esta manifestação de indignação (falando apenas da população comum e não dos políticos) não viveu antes do 25 de Abril.
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A nossa geração e a dos nossos pais não souberam transmitir aos filhos e netos a imagem de como se vivia na ditadura e isso assusta-me de sobremaneira. Alguns alunos queixaram-se, afirmando que também eles têm direito às aulas. Bem, tal como o país tem caminhado, eles que aguardem uns anitos e verão que direitos lhes assistirão :(

domingo, novembro 14, 2010

Curso rápido de Economia

Um viajante chega a uma cidade e entra num pequeno hotel. Na recepção, entrega duas notas de 100,00 euros e pede para ver um quarto.
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Enquanto o viajante inspecciona os quartos, o gerente do hotel sai correndo com as duas notas de 100,00 e vai à mercearia ao lado pagar uma dívida antiga, exactamente de 200 euros.
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Surpreendido pelo pagamento inesperado da dívida, o merceeiro aproveita para pagar a um fornecedor uma dívida também de 200 euros que tinha há muito.
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O fornecedor, por sua vez, pega também nas duas notas e corre à farmácia para liquidar uma dívida que aí tinha de... 200,00.
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O farmacêutico, com as duas notas na mão, corre disparado e vai a uma casa de alterne ali ao lado liquidar uma dívida com uma prostituta. Coincidentemente, a dívida era de 200 euros.
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A prostituta agradecida, sai com o dinheiro em direcção ao hotel, lugar onde habitualmente levava os seus clientes e que ultimamente não havia pago pelas acomodações. Valor total da dívida: 200 euros. Ela avisa o gerente que está pagando a conta e coloca as notas em cima do balcão.
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Nesse preciso momento, o viajante retorna do quarto, diz não ser o que esperava, pega nas duas notas de volta, agradece e sai do hotel. Ninguém ganhou ou gastou um cêntimo, porém agora toda a cidade vive sem dívidas, com o crédito restaurado e começa a ver o futuro com confiança!
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(recebido por email)

domingo, novembro 07, 2010

Há pessoas especiais...

Encontrei este fantástico vídeo no facebook do compositor Sérgio Azevedo. Não resisto à tentação de o partilhar. Gostaria de o poder mostrar a todo o mundo para que, tal como eu, se sentissem tocados e descobrissem o poder do optimismo associado à Música. Quero ser como a Alice; quero ver a vida com um olhar cândido e feliz. Quero sentir-me assim, em paz...