Como não tenho tempo amanhã ou segunda-feira, resolvi colocar ainda hoje a tarja negra no gradeamento da escola, que ajudará a mostrar a toda a comunidade educativa o descontentamento dos professores face à situação actual na carreira docente.
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quinta-feira, maio 21, 2009
Também eu quero mostrar o meu desagrado
terça-feira, março 17, 2009
Na escola actual, já não há pessoas felizes!
Ao invés, toda a comunidade que aí convive diariamente está a trilhar os limiares da paciência, da frustração, do desinteresse, do desalento… Embora cada grupo tenha as suas razões específicas, todos raiam os seus próprios limites. Os professores, humanamente, não têm razões para sorrir: perderam tudo o que havia a perder, desde as mais pequenas questões laborais e salariais até aos altares sagrados do respeito e da dignidade profissional. Os auxiliares de acção educativa, cada vez menos especializados seja no que for, ganham salários miseráveis e passam os dias a deglutir todo o tipo de desconsiderações e insultos, atirados por catraios que poderiam ser seus filhos, netos… Tudo se lhes pede e pouco se lhes dá. Finalmente, os alunos, aos quais esta escola diz cada vez menos. E porquê? Porque os jovens gostam de desafios, e esta escola trata-os como deficientes mentais! Porque os jovens gostam de conhecer e explorar todas as suas capacidades, e esta escola dá-lhes a “papinha mastigada”! Porque os jovens precisam de regras claras, de limites bem definidos, e esta escola oferece-lhes um universo de valores confuso, contraditório, paradoxal, onde quase tudo é permitido, onde o “bombo da festa” é aquele que deveria ser admirado e respeitado. Porque os jovens precisam de ver na escola a essência de um mundo justo, que estimula e premeia a excelência, mas que também pune a violência, penaliza a preguiça e o desinteresse. Os jovens precisam de uma escola que faça a apologia do trabalho, da capacidade de sofrimento e não de uma escola de banda desenhada, onde tudo tem de ser lúdico e fácil, onde há sempre um “happy end”. Esta escola está nos antípodas das necessidades dos jovens!
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Excerto de um texto de Luís Costa
quarta-feira, fevereiro 18, 2009
Quem me conhece bem ficará certamente surpreendido(a) com este post...
... quase dedicado ao piano :D
Mas depois (o youtube é como as cerejas), encontrei outro vídeo com um aluno do Caio Pagano: o professor de piano da minha filha mais nova, Luís Machado e não resisti a postá-lo também.
E que tal terminar com a "Rêverie" de Schumann interpretada pelo próprio Caio Pagano? É que é uma das peças que a minha filha anda a estudar (eh, eh, eh...)
Mas ao encontrar este vídeo no blogue da clacriferma (também ela clarinetista) do clarinetista Carlos Alves e do pianista Caio Pagano (ambos professores na ESART), só podia divulgá-lo. Confesso que principalmente pelo instrumentista de sopro de quem fui colega e que sempre considerei ser um músico excepcional. É verdade! Há pessoas que, logo desde pequenas, sentimos que são Músicos de coração. Carlos Piçarra Alves é uma dessas pessoas...
Mas depois (o youtube é como as cerejas), encontrei outro vídeo com um aluno do Caio Pagano: o professor de piano da minha filha mais nova, Luís Machado e não resisti a postá-lo também.
E que tal terminar com a "Rêverie" de Schumann interpretada pelo próprio Caio Pagano? É que é uma das peças que a minha filha anda a estudar (eh, eh, eh...)
quarta-feira, janeiro 14, 2009
terça-feira, janeiro 13, 2009
sexta-feira, janeiro 09, 2009
E o que fazemos?
"A arte de educar alunos continua a ser desvalorizada relativamente ao exercício de funções burocráticas. Ser director de um arquivo morto, numa qualquer repartição, continua sendo pecuniariamente mais compensador do que exercer a profissão de professor, numa sala de aula."
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Para ler integralmente aqui.
quarta-feira, janeiro 07, 2009
terça-feira, dezembro 02, 2008
domingo, novembro 30, 2008
Um texto em destaque!
O stalker no seu blogue, chama a nossa atenção para a forma lamentável como algumas pessoas que consideramos justas e inteligentes qualificam, em alguns dos seus blogues, a actual luta da maioria dos professores. Um texto de Rui Bebiano.
quarta-feira, novembro 26, 2008
segunda-feira, novembro 17, 2008
A crónica de João Gobern, no dia 10.11.2008
domingo, novembro 16, 2008
Uma semana depois, os professores continuam o seu protesto
Pelo menos ontem, os políticos puderam ver que os professores também têm força e vontade sem terem de se esconder nos sindicatos. Aliás, sou capaz de garantir que ontem não estiveram 120.000 professores porque a distância é muita e seria um esforço abismal para os que são de fora da zona Lisboeta. 

Não pude estar presente. Nem imaginam a minha pena!
quinta-feira, novembro 13, 2008
De forma sucinta, Ana Drago enuncia os mais variados problemas na Educação
Começa com a Avaliação de Professores e termina no Estatuto do Aluno, passando pelo Ensino Especializado da Música. O Bloco de Esquerda fez o trabalho de casa!
terça-feira, novembro 11, 2008
Coincidências indesejáveis
Concerto Concreto nº1
26 Novembro
21.30HAuditório da Escola Superior de Educação
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Este será o primeiro de uma série de concertos de música electroacústica realizada pelos alunos do curso de Música Electrónica e Produção Musical da Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco. Contará com peças gravadas e peças tocadas e espacializadas em tempo real e com a primeira apresentação pública do Ensemble de Música Electrónica da ESART.
No mesmo dia
da manifestação de professores
do distrito de Castelo Branco.
Uma pena!
segunda-feira, novembro 10, 2008
domingo, novembro 09, 2008
A avaliação de que a escola precisa mesmo
Texto de Miguel Portas, a 8 de Novembro, publicado no seu blogue Sem Muros.
A manifestação foi ainda maior do que a anterior, que já tinha sido gigantesca. A pergunta, inteiramente legítima, à luz das declarações da ministra nos telejornais, é muito simples: quantos mais terão que ser para que a senhora oiça? Ou ouça, que dos dois modos se pode dizer e escrever.
Cheguei a casa emocionado e comovido
(...)
Em casa, a comoção transformou-se em espanto quando ouvi Maria de Lurdes Rodrigues
(...)
Há, nesta cultura administrativa de poder, uma cegueira que raia o autismo
(...)
Diz-me a experiência que posso ter a melhor ideia do mundo, mas que ela me é inútil se quem tem que a concretizar não concorda
(...)
Estive nas duas manifestações.
sábado, outubro 11, 2008
Eh, eh, eh... Nada como brincar um pouco!
Filme de José de Pina: Curso superior de cinema (ESTC). Realizador/Argumentista/Humorista. Co-fundador das Produções Ficticias. Co-autor e criador CONTRA-INFORMAÇÂO (...)
quarta-feira, setembro 24, 2008
Haja quem nos compreenda, que eu estou a ficar farta!!!!!
Esta semana evite a companhia de professoresFalar com qualquer um deles pode deixá-lo em mau estado. Vivem, nos dias que correm, em depressão colectiva. A sucessão de reformas, contra-reformas e contra-contra-reformas, a destruição do que se foi fazendo de bom - do ensino especial ao ensino artístico -, a incompetência desta equipa ministerial e o linchamento público de uma classe inteira tem os resultados à vista: as aulas recomeçam com professores tão motivados como um vegetariano perante um bife na pedra.
Sabem que os espera apenas uma novidade: a avaliação do seu desempenho. E é, ao que parece, tudo o que interessa a toda a gente: a avaliação dos professores, a avaliação dos alunos, a avaliação das escolas, a avaliação do sistema educativo português.
Tenho uma coisa um pouco fora do comum para dizer sobre o assunto: a escola serve para ensinar e aprender. Se isto falha, os exames, as avaliações e os “rankings” são irrelevantes. Talvez não fosse má ideia, enquanto se avaliam os professores, dar-lhes tempo para eles fazerem aquilo para que lhes pagamos em vez de os soterrar em burocracia. Enquanto se exigem mais e mais exames, garantir que os miúdos aprendem com algum gosto qualquer coisa entre cada um deles. Enquanto se fazem “rankings”, conseguir que a escola seja um lugar de onde não se quer fugir. E enquanto se culpam os professores pelo atraso cultural do país, perder um segundo a ouvir o que eles têm para dizer. Agora que já os deixámos agarrados ao Xanax, acham que é possível gastar algumas energias a dar-lhes razões para gostarem do que fazem? Se não for por melhor razão, só para desanuviar o ambiente nos edifícios onde os nossos filhos passam uma boa parte do dia.
Por Daniel Oliveira
22 Set 08
domingo, agosto 24, 2008
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