sábado, maio 29, 2010

Esta semana não aconteceu nada de interessante por cá...


Sendo fã incondicional do jornal regional Reconquista, pela qualidade e variedade da informação que publica nas suas edições em papel, entristece-me receber a informação semanal do Reconquistv e quase só encontrar referências a futebol. Quero lá saber disso!! Se pelo menos estas notícias viessem no meio de outras mais importantes... :(
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Relembro que estamos a meio de do 16º Festival "Primavera Musical" e tantos e tão bons espectáculos temos tido o prazer de assistir. Muitos deles com pouquíssimo público. Não será também essa a função de um jornal regional? Se o público não sabe da existência, não vai. Se o público sabe que vai haver um concerto mas não tem informação sobre quem são os intérpretes e a sua qualidade, poderá não se sentir tentado a ir.
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Mais ainda, o CRCB tem apresentado inúmeros concertos, audições, associou-se às comemorações do centenário do Museu Tavares Proença Júnior, é o Promotor do "Primavera Muscal" e o Reconquistv ainda não divulgou nenhum destes acontecimentos (pelo menos que seja do meu conhecimento!).
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Obviamente, faço questão de contactar o Reconquista sobre este assunto. É através de públicos atentos e participativos que os media poderão crescer e desenvolver-se.

quarta-feira, maio 05, 2010

Duas versões bem distintas de uma obra de Henry Purcell

"I take no pleasure" de Henry Purcell

Versão I
Versão II

:D

Mas será possível?!

Toda a oposição está contra: a avaliação de professores (pela forma incorrecta como foi realizada no ano lectivo transacto) não deve ser tida em conta neste concurso de professores que agora decorre. Mas não... a Ministra da Educação não está de acordo. Afinal não se pode deitar fora todo o trabalho desenvolvido nesta área (segundo afirmou). Há quem concorde com o ditado popular que (claro que referindo-se a comida) "antes nos faça mal do que se estrague" :(
Que raio de justificação!! Pois eu sou de opinião contrária! Imaginem um arquitecto que projecta uma casa. À medida que vai sendo construída, logo se apercebe das graves falhas cometidas: por exemplo a despensa longe da cozinha, a lareira no WC, a porta da entrada para um dos quartos, etc... O que fazer? Começar de novo ou ir remediando os problemas? Pode parecer que custará mais recomeçar, mas se se prosseguir a casa nunca ficará bem, a tentativa de resolução de alguns problemas acarretarão outros e os custos de produção serão enormes.
Haja paciência...

quinta-feira, abril 15, 2010

Vaidades...

Desde o ano lectivo passado, trabalho com coros infantis/juvenis (Vox On e Voximix), no CRCB. Desde que ingressei nesta escola enquanto aluna (há já uns "anitos"), nunca mais me consegui afastar dela. As minhas filhas seguem também os estudos musicais e o marido voltou aos "bancos de escola". Deixou o Violoncelo e mudou-se para o Oboé ;) Calculam, portanto, 0 prazer imenso que é para mim poder voltar a estar do lado de dentro desta escola, agora enquanto docente.

O trabalho com jovens na disciplina de Coro entusiasma-me imenso e gostando como gosto de cantar e sabendo a importância de uma correcta utilização da voz, tenho procurado no repertório de compositores portugueses as obras necessárias para desenvolver a minha actividade.

Foi por acaso que descobri o compositor Sérgio Azevedo. "Tropecei" numa obra sua de Natal enquanto procurava na Ava Editores e gostei. Como tenho o hábito de divulgar o meu percurso aqui no blogue, este acontecimento acabou por chegar ao próprio compositor.

É muito interessante este lado positivo de trabalhar obras de autores vivos; podemos saber logo se gostaram ou não, se conseguimos captar a essência das suas obras ou não. É um risco. Então, é para mim! :D

Após mais um concerto, desta vez com obras nunca antes interpretadas publicamente, recebi um novo contacto do compositor e sinto-me muito feliz. O Sérgio Azevedo gostou. Gostou da forma como o Coro Vox On abordou as obras "O dia da Carolina" e "Bichos de arrepiar". Bem, não fizemos todos os andamentos, pois seria impossível consegui-lo num só período escolar, com alunos de 1º e 2º graus do ensino articulado.

Deixo aqui excertos da sua missiva. Vejam porque me sinto tão bem...

[Eu avisei no título deste post que falaria de vaidades... ;)]

"Devo dizer-lhe que estão de parabéns, incluindo o pianista, que não tem um trabalho nada fácil. As canções, nomeadamente os “Bichos de Arrepiar”, são bastante ingratas por vezes. Os “Bichos de Arrepiar” foram o primeiro ciclo que escrevi quase 15 anos depois das “5 Cantigas de Bichos”, e são bastante mais difíceis e abstractas em geral do que os ciclos seguintes (aliás, o “Insectário” é do mesmo tipo ainda). Nada que se compare com a singeleza de muitos dos ciclos que, já com mais experiência, escrevi depois destes, pelo que são um desafio suplementar para qualquer coro infantil."

Ainda aqui não referi que o pianista foi o director do CRCB, o professor João Paulo Cunha, com quem gosto imenso de trabalhar. Para além de excelente pianista, são já muitos anos como pianista acompanhador...

"Espero um dia ter o prazer de assistir ao vivo a este coro magnífico, e quem sabe, a um futuro CD com estas canções!"

E, por fim, deixou uma mensagem que considero fantástica e me deixa com mais ânimo para persistir nesta árdua tarefa:

"Abraços, e mais uma vez os meus maiores parabéns a si, ao pianista, e ao coro Vox On. Ao sair do repertório mais convencional para crianças, está a prepará-los para abrirem os ouvidos e as mentes à música moderna e à música portuguesa (e não falo só das minhas canções, claro, muitas mais existem de óptima qualidade de outros colegas meus), o que é decerto uma mais valia para o coro, e um privilégio que trará benefícios, dos quais só se darão conta certamente só daqui a uns anos, mas dar-se-ão, acredite! Quando tiverem a consciência mais desenvolvida, ao olharem para trás dar-se-ão conta que beneficiaram de uma educação musical de alta qualidade, fora do rame-rame da convencionalidade e da repetição de repertório que ainda hoje persiste no nosso ensino musical. Bem haja!"

domingo, abril 11, 2010

sábado, abril 10, 2010

Que bela ideia!

Em Joinville, uma cidade do sul do Brasil, a música ouve-se logo pela manhã. Com o Projecto Concertos Matinais, e durante alguns domingos, vários serão os intérpretes que actuarão pelas 10H30. Com entrada livre, aquele povo brasileiro começa bem o dia! :D
(Notícia encontrada aqui)

domingo, março 21, 2010

Para o Dia Mundial da Poesia...

Já não é a primeira vez que mostro este filme, mas repito a experiência pois considero-o poesia pura!

sábado, março 20, 2010

A escrita original de Fabião Baptista

Orquestra da ESART regressa ao palco
Por: Fabião Baptista
19 de Março de 2010 às 17:55h
Jornal "Reconquista"

A Orquestra Sinfónica da ESART, Escola Superior de Artes Aplicadas, do Instituto Politécnico de Castelo Branco, proporcionou, mais uma vez, uma sublime demonstração da arte de bem interpretar música clássica. Foi um concerto de música erudita, onde uma plêiade de jovens estrelas, brilharam com todo o fulgor, no auditório do Cine Teatro Avenida, com uma plateia bastante bem composta de espectadores.
Sob a batuta do maestro Pedro Neves, o concerto iniciou-se com os intérpretes a executarem uma “Suite Checa”, em ré maior, Opus 39, de autoria de Antonin Dvorak. Esta partitura apresentou vários ritmos musicais de danças populares da Checoslováquia, que tiveram a introdução de um “prelúdio”, de notável inspiração criadora.
De seguida foram executados vários trechos de música sinfónica, representativos de óperas e bailados bem típicos da Checoslováquia, de acentuada inspiração nacionalista, onde transparecia a musicalidade peculiar das danças tradicionais checas, de grande sabor artístico e timbre etnográfico, pela sua peculiaridade, sobressaíando o espírito tradicional checo e a sua aspiração latente de liberdade religiosa. O primeiro andamento desta partitura, de grande impasse instrumental, teve lugar com um “allegro moderato”, num prelúdio de carácter bucólico ou pastoril, a fim de que os intérpretes se ambientassem aos seus instrumentos. No segundo andamento, interpretaram uma “polca”, dança de origem boémia, viva, a dois tempos, com acentuação nos três primeiro meios-tempos. No terceiro andamento, executaram uma dança de ritmo francês. No quarto, uma “romança”, música romântica e muito sentimental, rematando a interpretação desta partitura, com um andamento rápido, vigoroso, quase em fúria instrumental.

Após um brevíssimo intervalo, seguiu-se a “Sinfonia, n.º 2”, em ré maior, (Opus 43), escrita pelo compositor e violonista, Jean Sibelius, uma partitura ampla, vigorosa e audaz, com seus sublimes e bem característicos quatro andamentos, onde se revela um temperamento musical de primeira grandeza polifónica, sempre fiel ao seu espírito nacionalista e arrebatamento patriótico que lhe fervia na alma de músico inconformado. No primeiro andamento, a melodia é de acentuado sabor pastoril, própria da vida pacífica da Finlândia, em épocas de acalmia e liberdade. Durante o transcorrer desta partitura, há momentos de expressiva tensão musical e de grande fluidez interpretativa, através de progressivas intervenções dos instrumentos de cordas, numa perfeita simbiose com os metais e instrumental de percussão. Também as madeiras se aliavam à figuração das cordas, dando lugar a momentos algo nostálgicos, com as intervenções das trompas, dos fagotes e da tuba. No segundo andamento, surge um artístico e complexo desenvolvimento, entoado por toda a orquestra, numa expressiva arquitectura musical, através de uma imponente intervenção dos metais, o que redunda num efeito magnífico e majestoso. Por fim, em jeito de “sonata”, o quarto andamento apresenta várias nuances, terminando a orquestra num progressivo e contínuo crescendo, até rematar num arrebatamento triunfal.

sexta-feira, março 19, 2010

Pergunta

Recebi hoje, por email, este problema:

Qual o próximo número da sequência abaixo?
2, 10, 12, 16, 17, 18, 19,...
Obviamente que não descobri. Na verdade, nunca fui muito boa nestas charadas ;)