sexta-feira, fevereiro 08, 2013

Por favor, apoie o nosso projecto!

Sou uma pessoa que necessita estar sempre em permanente actividade, pois se tal não acontecer rapidamente me sinto depressiva. Vai daí, ando sempre em stress com imensas coisas a fazer em simultâneo. E feliz!

Desta vez, muitos de vós meus amigos já se terão apercebido que estou a promover a gravação de um CD com os coros Voximix e Voximini do Conservatório Regional de Castelo Branco (CRCB). O CD é integralmente composto por obras corais eruditas do compositor Sérgio Azevedo e textos de Alice Vieira, António Nobre, Joana Raposo e do próprio compositor. O projecto foi delineado no final do ano lectivo transacto, por sugestão do próprio compositor quando nos ouviu no concerto de final de ano do CRCB. 

Uma vez que um projecto desta envergadura comporta custos elevados, estamos a promover actividades extraordinárias com vista à obtenção de donativos: concertos com entrada/donativo, concertos de rua e divulgação do projecto na página web PPL Crowdfunding Portugal onde, qualquer pessoa pode oferecer o seu donativo de forma fácil e rápida. Temos 60 dias para angariar 1500 euros, pelo que o tempo urge. Iremos ainda promover festas convívio nas ruas da cidade e venda de artigos de artesanato relacionado com música e cujo lucro reverterá integralmente, em forma de donativo, para este projecto. 

Estamos a tentar colocar o projecto o mais visível possível para que todos e cada um dos portugueses ou estrangeiros possam contribuir. Não interessa muito a quantia, pois "grão a grão, enche a galinha o papo" :D

Caso possam divulgar este evento pelos vossos amigos, muito vos agradeço. 

Acha o projecto bastante interessante? 
Está disposto a oferecer-nos um donativo? 
Onde pode deixá-lo? 

Vamos fazer deste projecto um projecto que ficará na memória do povo português pela sua qualidade, pela importância no âmbito da música erudita, bem como pela generosidade dos portugueses. Por mim e pelos coros Voximini e Voximix, muito obrigada a todos. 










 


quinta-feira, janeiro 17, 2013

Bricolages

Ser-se músico à nascença


Hoje ouvi um pouco de um programa da Antena 2, sobre uma compositora que, infelizmente, não cheguei a perceber quem era. Falava um francês muito estranho, indiciando não ser essa a sua língua materna. Ainda ouvi excertos de uma obra com flauta transversal...

Contou que, enquanto muito pequena (foi-lhe contado; ela já não se recorda do episódio), não conseguia adormecer facilmente. Queixava-se de haver muita música. Sempre que se deitava para adormecer, fartava-se de ouvir música. Descendente de familiares músicos, não achei muito estranho; podiam tocar pela noite dentro. Mas não! A casa estaria em silêncio. Chegou mesmo a pedir à mãe que "desligasse" a almofada ;)

A música já fervilhava dentro de si... 

É incrível como há pessoas que nascem mesmo para o que são; outras, menos sortudas, acabam por tornar-se no que a vida lhes permite ser...


Remix Ensemble com o meu amigo Paulo Jorge Ferreira


Remix Ensemble
Sábado | 19 Janeiro 2013 
18:00, Sala Suggia - Casa da Música, Porto

Paulo Jorge Ferreira – Músico convidado para interpretação da obra "Inquieta Limina", per ensemble con fisarmonica (1996) 
un omaggio a Luciano Berio de Luca Francesconi

Programa:

REMIX ENSEMBLE CASA DA MÚSICA
Peter Rundel
 musical directorTora Augestad meio-soprano

Giorgio Battistelli Truth
Luca Francesconi Inquieta limina, un omaggio a Berio
Salvatore Sciarrino Da un divertimento
Luciano Berio Folk Songs 

(Ver mais aqui)

quinta-feira, agosto 16, 2012

"Hugo"

Acabei de ver este filme de Martin Scorsese. É, simplesmente, delicioso...

sexta-feira, junho 29, 2012

Amanhã, na Figueira da Foz

Estarei com o coro Voximix, no I Encontro de Coros da Figueira da Foz, organizado pelo CAE da Figueira da Foz. Se estiverem por perto, já sabem: concerto às 21h30 no grande auditório do CAE.

sexta-feira, maio 11, 2012

Morreu o pianista Bernardo Sassetti

Que morte lamentável, meu Deus! Tanto que tinha ainda para dar à Música e a todos nós :(


"Bernardo Sassetti terá caído acidentalmente de uma falésia na zona de Cascais, onde se encontrava a tirar fotografias, e morrido, soube-se hoje. O pianista e compositor nascido em Lisboa, a 24 de Junho de 1970, era bisneto do Presidente da República Sidónio Pais, que foi assassinado no início do século passado, e marido da atriz Beatriz Batarda, com quem tinha duas filhas.(...)"

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/morreu-bernardo-sassetti=f725284#ixzz1uTGsm7Ur

quinta-feira, abril 12, 2012

E eu que nem costumo gostar muito das suas crónicas...

Mas, desta vez, curvo-me perante tal texto.
Haja críticos neste país de amorfos!

(Crónica de António Lobo Antunes)

Vale e Azevedo para os Jerónimos, já! Loureiro para o Panteão, já! Jorge Coelho para o Mosteiro de Alcobaça, já! Sócrates para a Torre de Belém, já! A Torre de Belém não, que é tão feia. Para a Batalha. Fora com o Soldado Desconhecido, o Gama, o Herculano, as criaturas de pacotilha com que os livros de História nos enganaram. Que o Dia de Camões passe a chamar-se Dia de Armando Vara

Agora sol na rua a fim de me melhorar a disposição, me reconciliar com a vida. Passa uma senhora de saco de compras: não estamos assim tão mal, ainda compramos coisas, que injusto tanta queixa, tanto lamento. Isto é internacional, meu caro, internacional e nós, estúpidos, culpamos logo os governos. Quem nos dá este solzinho, quem é? E de graça. Eles a trabalharem para nós, a trabalharem, a trabalharem e a gente, mal agradecidos, protestamos. Deixam de ser ministros e a sua vida um horror, suportado em estóico silêncio. Veja-se, por exemplo, o senhor Mexia, o senhor Dias Loureiro, o senhor Jorge Coelho, coitados. Não há um único que não esteja na franja da miséria. Um único. Mais aqueles rapazes generosos, que, não sendo ministros, deram o litro pelo País e só por orgulho não estendem a mão à caridade.

O senhor Rui Pedro Soares, os senhores Penedos pai e filho, que isto da bondade às vezes é hereditário, dúzias deles.

Tenham o sentido da realidade, portugueses, sejam gratos, sejam honestos, reconheçam o que eles sofreram, o que sofrem. Uns sacrificados, uns Cristos, que pecado feio, a ingratidão. O senhor Vale e Azevedo, outro santo, bem o exprimiu em Londres. O senhor Carlos Cruz, outro santo, bem o explicou em livros. E nós, por pura maldade, teimamos em não entender. Claro que há povos ainda piores do que o nosso: os islandeses, por exemplo, que se atrevem a meter os beneméritos em tribunal. Pelo menos nesse ponto, vá lá, sobra-nos um resto de humanidade, de respeito.

Um pozinho de consideração por almas eleitas, que Deus acolherá decerto, com especial ternura, na amplidão imensa do Seu seio. Já o estou a ver Senta-te aqui ao meu lado ó Loureiro Senta-te aqui ao meu lado ó Duarte Lima Senta-te aqui ao meu lado ó Azevedo que é o mínimo que se pode fazer por esses Padres Américos, pela nossa interminável lista de bem-aventurados, banqueiros, coitadinhos, gestores que o céu lhes dê saúde e boa sorte e demais penitentes de coração puro, espíritos de eleição, seguidores escrupulosos do Evangelho. E com a bandeirinha nacional na lapela, os patriotas, e com a arraia miúda no coração. E melhoram-nos obrigando-nos a sacrifícios purificadores, aproximando-nos dos banquetes de bem-aventuranças da Eternidade. As empresas fecham, os desempregados aumentam, os impostos crescem, penhoram casas, automóveis, o ar que respiramos e a maltosa incapaz de enxergar a capacidade purificadora destas medidas. Reformas ridículas, ordenados mínimos irrisórios, subsídios de cacaracá? Talvez. Mas passaremos sem dificuldade o buraco da agulha enquanto os Loureiros todos abdicam, por amor ao próximo, de uma Eternidade feliz. A transcendência deste acto dá-me vontade de ajoelhar à sua frente.

Dá-me vontade? Ajoelho à sua frente, indigno de lhes desapertar as correias dos sapatos. Vale e Azevedo para os Jerónimos, já! Loureiro para o Panteão, já! Jorge Coelho para o Mosteiro de Alcobaça, já! Sócrates para a Torre de Belém, já! A Torre de Belém não, que é tão feia. Para a Batalha. Fora com o Soldado Desconhecido, o Gama, o Herculano, as criaturas de pacotilha com que os livros de História nos enganaram.

Que o Dia de Camões passe a chamar-se Dia de Armando Vara. Haja sentido das proporções, haja espírito de medida, haja respeito. Estátuas equestres para todos, veneração nacional. Esta mania tacanha de perseguir o senhor Oliveira e Costa: libertem-no. Esta pouca vergonha contra os poucos que estão presos, os quase nenhuns que estão presos por, como provou o senhor Vale e Azevedo, como provou o senhor Carlos Cruz, hedionda perseguição pessoal com fins inconfessáveis. Admitam-no. E voltem a pôr o senhor Dias Loureiro no Conselho de Estado, de onde o obrigaram, por maldade e inveja, a sair. Quero o senhor Mexia no Terreiro do Paço, no lugar de D. José que, aliás, era um pateta. Quero outro mártir qualquer, tanto faz, no lugar do Marquês de Pombal, esse tirano.

Acabem com a pouca vergonha dos Sindicatos.

Acabem com as manifestações, as greves, os protestos, por favor deixem de pecar. Como pedia o doutor João das Regras, olhai, olhai bem, mas vêde. E tereis mais fominha e, em consequência, mais Paraíso. Agradeçam este solzinho.

Agradeçam a Linha Branca. Agradeçam a sopa e a peçazita de fruta do jantar.

Abaixo o Bem-Estar. Vocês falam em crise mas as actrizes das telenovelas continuam a aumentar o peito: onde é que está a crise, então? Não gostam de olhar aquelas generosas abundâncias que uns violadores de sepulturas, com a alcunha de cirurgiões plásticos, vos oferecem ao olhinho guloso? Não comem carne mas podem comer lábios da grossura de bifes do lombo e transformar as caras das mulheres em tenebrosas máscaras de Carnaval. Para isso já há dinheiro, não é? E vocês a queixarem-se sem vergonha, e vocês cartazes, cortejos, berros.

Proíbam-se os lamentos injustos. Não se vendem livros? Mentira. O senhor Rodrigo dos Santos vende e, enquanto vender, o nível da nossa cultura ultrapassa, sem dificuldade, a Academia Francesa. Que queremos? Temos peitos, lábios, literatura e os ministros e os ex-ministros a tomarem conta disto.

Sinceramente, sejamos justos, a que mais se pode aspirar? O resto são coisas insignificantes: desemprego, preços a dispararem, não haver com que pagar ao médico e à farmácia, ninharias. Como é que ainda sobram criaturas com a desfaçatez de protestarem? Da mesma forma que os processos importantes em tribunal a indignação há-de, fatalmente, de prescrever. E, magrinhos, magrinhos mas com peitos de litro e beijando-nos um aos outros com os bifes das bocas seremos, como é nossa obrigação, felizes.

Retirado daqui: Revista Visão

quinta-feira, março 22, 2012

Dia Mundial da Poesia (21 março)



Aqui encontrei várias versões deste mesmo poema de Alberto Caeiro. Mas é incrível como me deixei seduzir pelo timbre quente deste ator...

sexta-feira, março 16, 2012

Repasso, com angústia...

A Sara é filha do Joaquim Fidalgo (jornalista, meu antigo colega na faculdade e meu amigo). A mãe (professora e também minha colega na faculdade) suicidou-se...

Carta a professores, alunos, pais, governantes, cidadãos e quaisquer outros que possam sentir-se tocados e identificados. As reformas na educação estão na boca do mundo há mais anos do que os que conseguimos recordar, chegando ao ponto de nem sabermos como começaram nem de onde vieram. Confessando, sou apenas uma das que passou das aulas de uma hora para as aulas de noventa minutos e achei aquilo um disparate total. Tirava-nos intervalos, tirava-nos momentos de caçadinhas e de saltar à corda e obrigava-nos a estar mais tempo sentados a ouvir sobre reis, rios, palavras estrangeiras e números primos.

Depois veio o secundário e deixámos de ter “folgas” porque passou a haver professores que tinham que substituir os que faltavam e nós ficávamos tristes. Não era porque não queríamos aprender, era porque as “aulas de substituição” nos cansavam mais do que as outras. Os professores não nos conheciam, abusávamos deles e era como voltar ao zero. Eu era pequenina. E nunca me passou pela cabeça pensar no lado dos professores. Até ao dia 1 de Março. Foi o culminar de tudo. Durante semanas e semanas ouvi a minha mãe, uma das melhores professoras de Inglês que conheci, o meu pilar, a minha luz, a minha companhia, a encher a boca séria com a palavra depressão. A seguir vinham os tremores, as preocupações, as queixas de pais, as crianças a quem não conseguimos chamar crianças porque são tão indisciplinadas que parece que lhes falta a meninice. Acreditem ou não, há pais que não sabem o que estão a criar. Como dizia um amigo meu: “Antigamente, fazíamos asneiras na escola e quando chegávamos a casa levávamos uma chapada do pai ou da mãe. Hoje, os miúdos fazem asneiras e os pais vão à escola para dar a dita chapada nos professores”. Sim, nos professores. Aqueles que tomam conta de tantos filhos cujos pais não têm tempo nem paciência para os educar. Sim, os professores que fazem de nós adultos competentes, formados, civilizados. Ou faziam, porque agora não conseguem.

A minha mãe levou a maior chapada de todas e não resistiu. Desculpem o dramatismo mas a escola, o sistema educativo, a educação especial, a educação sexual, as provas de aferição e toda aquela enormidade de coisas que não consigo sequer enumerar, levaram deste mundo uma das melhores pessoas que por cá andou. E revolta-me não conseguir fazer-lhe justiça. Professores e responsáveis pela educação, espero que leiam isto e acordem, revoltem-se, manifestem-se (ainda mais) mas, sobretudo e acima de qualquer outra coisa, conversem e ajudem-se uns aos outros. Levem a história da minha mãe para as bocas do mundo, para as conversas na sala dos professores e nos intervalos, a história de uma mulher maravilhosa que se suicidou não por causa de uma vida instável,não por causa de uma família desestruturada, não por dificuldades económicas, não por desgostos amorosos mas por causa de um trabalho que amava, ao qual se dedicou de alma e coração durante 36 anos.

De todos os problemas que a minha mãe teve no trabalho desde que me conheço (todos os temos, todos os conhecemos), nunca ouvi a palavra“incapaz” sair da boca dela. Nunca a vi tão indefesa, nunca a conheci como desistente, nunca pensei ouvir “ando a enganar-me a mim mesma e não sei ser professora”. Mas era verdade. Ela soube. Ela foi. Ela ensinou centenas de crianças, ela riu, ela fez o pino no meio da sala de aulas, ela escreveu em quadros a giz e depois em quadros electrónicos. Ela aprendeu as novas tecnologias. O que ela não aprendeu foi a suportar a carga imensa e descabida que lhe puseram sobre os ombros sem sentido rigorosamente nenhum. Eu, pelo menos, nãoo consigo ver.

E, assim, me manifesto contra toda esta gentinha que desvaloriza os professores mais velhos, que os destrói e os obriga a adaptarem-se a uma realidade que nunca conheceram. E tudo isto de um momento para o outro, sem qualquer tipo de preparação ou ajuda. Esta, sim, é a minha maneira de me revoltar contra aquilo que a minha mãe não teve forças para combater. Quem me dera ter conseguido aliviá-la, tirar-lhe aquela carga estupidamente pesada e que ninguém, a não ser quem a vive, compreende. Eu vivi através dela e nunca cheguei a compreender. Professores, ajudem-se. Conversem. E, acima de tudo, não deixem que a educação seja um fardo em vez de ser a profissão que vocês escolheram com tanto amor. Pensem no amor. E, com ele, honrem a vida maravilhosa que a minha mãe teve, até não poder mais.

Sara Fidalgo

domingo, fevereiro 12, 2012

Os últimos dias e o coro Voximix

ENA! Há tanto tempo que aqui não vinha! Ai, esse maldito cavalo de corrida...

Hoje coloco aqui uma reportagem e um pequeno filme que revelam o quanto tenho andado ocupada. E, não me posso esquecer que a minha vida não é só CRCB... ;)



domingo, janeiro 01, 2012

Ano velho, ano novo

"O Ano-Novo ou Réveillon é um evento que acontece quando uma cultura celebra o fim de um ano e o começo do próximo. Todas as culturas que têm calendários anuais celebram o "Ano-Novo". A celebração do evento é também chamada Réveillon, termo oriundo do verbo francês réveiller, que em português significa "despertar". A comemoração ocidental tem origem num decreto do governador romano Júlio César, que fixou o 1 de janeiro como o Dia do Ano-Novo em 46 a.C." (retirado da wikipedia)
Despertemos, então, para mais um ano novo que depressa se tornará velho e rançoso, caso não façamos algo para o tornar produtivo e feliz.
FELIZ ANO 2012!

quinta-feira, novembro 24, 2011

O que desejam as pessoas que desistiram de lutar?

Hoje, dia de Greve Geral, nada melhor que sair para passear e pensar na vida. Com sorte serei capaz de observar a beleza que nos rodeia e trazê-la mais para junto de mim...



Estou cansada de incompetências, más gestões, distribuição incorreta da riqueza do país, cobiças, más educações e pessoas egocêntricas. Estou farta... e triste. Onde está aquela profissão que escolhi há umas décadas e que me fez crescer enquanto ser humano? Só vejo um atafulhado de regras, documentos a preencher, alunos insolentes e pais conformados... Ahhhh!... Tristeza!

quinta-feira, novembro 10, 2011

Somos nós que construimos o nosso futuro

Saibamos escolher bem o caminho...
Cada um de nós pode (e deve) contribuir para um mundo melhor!

Por brincadeira, podemos imaginar assim coisas bonitas ;)
www.this-is-my-story.com/v/3VK1LJ0W9G02

terça-feira, novembro 08, 2011

Nada melhor me descreve nos últimos tempos...

O que há em mim é sobretudo cansaço —
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada —
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimno, íssimo, íssimo,
Cansaço...

Álvaro de Campos



sábado, outubro 22, 2011

Ainda há pessoas assim...




Acabo de ver o filme Patch Adams que tinha gravado, na box da Meo. Adorei! Não propriamente do filme em si, mas da história por detrás dele.




Baseado em factos verídicos, gostaria também eu de ver mais alegria nas escolas onde leciono, mais prazer no envolvimento com os alunos; afinal, mais do que alunos, são jovens que crescem ao nosso lado e com quem podemos partilhar tanto!...




O Instituto Gesundheit existe mesmo, e é o fruto de um jovem médico que ousou ser excessivamente alegre, combatendo a tradição médica. Que homem fantástico!


Já agora, o facto de ter sido interpretado pelo Robin Williams ajudou bastante. Cá por casa, há quem diga que o papá é parecido com este ator :D

domingo, outubro 16, 2011

No dia mundial da alimentação...



... nada melhor que preparar um refeição equilibrada ;)



Hoje experimentei mais uma receita da Barefoot Contessa: salada fresca de pato. É deliciosa e aconselho-a vivamente!



Assei dois peitos de pato no forno e sem qualquer ingrediente mais (com a pele voltada para cima), durante 20 minutos. Após este tempo, retirei-o do forno e deixei-o mais 15 minutos coberto com papel metalizado.



Entretanto, misturei alguns tipos de alface diferentes, acrescentei framboesas, gomos de laranja (sem a pele) e algum sumo e, por fim, nozes. Temperei apenas com sal e azeite, pois cá em casa há quem não goste de vinagre, mas a receita original previa um vinagrette (azeite, vinagre, chalota picada e raspa de laranja).



Apresentei a travessa com o pato fatiado por cima da salada. E assim estive uma parte da tarde na cozinha, esquecendo muitas das coisas que não quero sequer lembrar, e alimentei a família sem complexos de culpa, por apresentar um bolo repleto de calorias (bolo crocante de mirtilos), no final :D


(A foto é a da Barefoot Contessa, pois não me lembrei de fotografar a minha travessa antes da refeição)

domingo, outubro 09, 2011

Estamos todos loucos

O vídeo é um pouco extenso, mas vale a pena vê-lo...
Já agora, não se ouve nele falar da hiperatividade, mas o sistema deve ser exatamente o mesmo! Claramente!! Basta ver como o número de crianças com esta disfunção disparou nos últimos anos :(

domingo, setembro 25, 2011

Surpresas de uva

Ontem foi a festa de aniversário da minha sobrinha Filipa, num espaço muito agradável, perto de Aveiras e resolvi levar-lhe uns miminhos doces - Bagos de Uva cobertos ;)

Infelizmente, acabei por me esquecer de fotografá-los e, por esse motivo, procurei uma imagem na net que se assemelhasse aos meus, mas confesso que os achei bem mais bonitos que estes [Os meus, claro! :D] Deixei-os ficar com pé, decorei-os com fios de caramelo e coloquei-os em forminhas de papel dourado.

São bagos de uva rija (ainda com pé) cobertos com uma massa de leite condensado que se levou a engrossar com uma gema de ovo, aroma de baunilha e 15 g de margarina. Depois de fria, é só usar partes da massa para envolver cada bago de uva, deixando o pé de fora. No final, após serem colocados em papel frisado, cobrem-se com açúcar caramelizado feito na hora. No final, o caramelo endurece e fica crocante, contrastando com a leveza do doce. Escusado será dizer que fizeram um sucesso!

Mais uma experiência que voltarei, de certeza, a repetir talvez com outros frutos no interior ;)

(Para quem tem menos experiência nestas lides, devo só acrescentar que a massa deve ser refrescada e trabalhada sempre com o prato e as mãos molhados em óleo)

quarta-feira, setembro 21, 2011

Vale a pena pensar nisto

Mensagem recebida por email.

"Um agricultor colecionava cavalos e só lhe faltava uma determinada raça. Um dia, descobriu que o seu vizinho tinha esse determinado cavalo e atazanou-o até conseguir comprá-lo. Um mês depois o cavalo adoeceu e ele chamou o veterinário:
- Bem, o seu cavalo está com uma virose, é preciso tomar este medicamento durante 3 dias, no terceiro dia eu retornarei e, caso ele não esteja melhor, será necessário sacrificá-lo.
Ali perto, o porco escutava a conversa toda. No dia seguinte deram o medicamento e foram-se embora. O porco aproximou-se do cavalo e disse:
- Força amigo! Levanta-te daí, senão serás sacrificado!!!
No segundo dia, deram-lhe o medicamento e foram-se embora. O porco aproximou-se do cavalo e disse:
- Vamos lá amigo, levanta-te senão vais morrer! Vamos lá, eu ajudo-te a levantar... Upa! Um, dois, três.
No terceiro dia deram-lhe o medicamento e o veterinário disse:
- Infelizmente, vamos ter que sacrificá-lo amanhã, pois a virose pode contaminar os outros cavalos.
Quando se foram embora, o porco aproximou-se do cavalo e disse:
- É agora ou nunca, levanta-te depressa! Coragem! Upa! Upa! Isso, devagar! Ótimo, vamos, um, dois, três, agora mais depressa, vá... Fantástico! Corre, corre mais! Upa! Upa! Upa!!! Tu venceste, Campeão!!!
Então, de repente o dono chegou, viu o cavalo a correr no campo e gritou:
- Milagre!!! O cavalo melhorou! Isto merece uma festa... para comemorar, vamos matar o porco!!!

Reflexão: Isto acontece com frequência no ambiente de trabalho e na vida também. Dificilmente se percebe quem é o funcionário que tem o mérito pelo sucesso, por isso saber viver sem ser reconhecido é uma arte; procure ser uma pessoa de valor em vez de uma pessoa de sucesso."

Sempre a(c)tual

"O Acordo Tortográfico"
por Miguel Esteves Cardoso, 1986

domingo, setembro 18, 2011

O começo de uma nova etapa

Pois bem: sou, oficialmente, mãe de uma jovem estudante em Londres. Já foi no sábado, tem hoje uma aula e o primeiro exame é já na quinta-feira. Começa logo "a matar"! :D


Uma nova etapa para a Carolina e para nós pais, que vamos crescendo com ela. Correrá tudo bem, com certeza... (suspiro*)

quarta-feira, setembro 14, 2011

Crumble de maçãs e peras

Por acaso, e ao contrário do que alguns amigos pensam, não gosto muito de cozinhar. Não aquela rotina diária que me leva a criatividade e deixa apenas o cansaço. Por isso, acabo por procurar receitas novas que me conduzam alegremente à cozinha. Hoje foi um desses dias ;)

Há uns dias, no almoço inaugural do departamento de expressões, calhou falar-se em receitas com peras e lembrei-me do crumble de maças e peras. Pois, fi-lo hoje e ficou divinal!


Para quem, como eu, gosta destas receitas doces com frutas, aqui fica esta retirada do programa "Barefoot contessa", do canal food network:


Mistura-se 1kg maçã e 1kg de peras descascadas e cortadas em pedaços com meia chávena de mirtilos secos (ou arandos secos como eu fiz), raspa de um limão e de uma laranja, 2 colheres de sopa de sumo destas duas frutas, meia chávena de açúcar, um quarto de chávena de farinha, 1 colher de chá de canela e meia colher de chá de noz moscada.


À parte, mistura-se 1,5 chávenas de farinha com meia chávena de açúcar amarelo, meia chávena de açúcar branco, meia colher de chá de sal, 1 chávena de aveia (usei aveia integral) e 200g de manteiga, até ficar uma massa areada.


Colocar a fruta num pirex e, sobre ela espalhar (aos bocados) a massa areada. Vai ao forno até a parte de cima ficar tostada e crocante. Depois, é só saborear!! :D

segunda-feira, setembro 05, 2011

A dificuldade da adoção do novo português...

... com o novo acordo ortográfico, não se prende com o fato de ser ou não complicado, mas pelo facto de eu não estar de acordo com a mudança. Este ano terei, como professora (e, ainda por cima, responsável pelo jornal escolar), de obedecer às novas regras. Obviamente, por vezes terei algumas questões a colocar, mas, a seu tempo, tudo se ultrapassará. Tudo?! Bem, talvez não a mágoa de ver a língua portuguesa subjugada, também ela, ao facilitismo :(

Parabéns à Carla e ao Saúl


Tenho o enormíssimo prazer de aqui divulgar que, no nível superior da Música de Câmara do concurso Prémio Jovens Músicos, foi atribuído o primeiro prémio ao grupo Dryads Duo, composto pelos músicos Carla Manuel Santos (Violino) e Saul Picado (Piano).


Peço desculpa à Carla, mas não posso deixar de salientar o facto de o Saúl ser albicastrense. Antigo aluno do Conservatório Regional de Castelo Branco, desde cedo mostrou uma maturidade musical que se tem revelado fundamental na sua vida artística.


Aos dois, desejos de muitas felicidades e que o futuro lhes reserve alguma sorte, já que talento e esforço são qualidades que não lhes falta ;)

domingo, setembro 04, 2011

terça-feira, agosto 30, 2011

Back to school cartoons

É divertido observar que a maioria dos cartoons que encontro sobre o regresso às aulas apresenta mães com umas caras bem felizes!! :D












sábado, agosto 27, 2011

A Lusitana disponível em todo o mundo

Gostei de saber que a Lusitana tem agora um novo site de vendas online e disponível para todo o mundo - http://www.e-mercearia.com/

Não deixa de ser interessante uma empresa desta qualidade numa tão pequena localidade: Alcains. Impecável!

sábado, agosto 20, 2011

Oiçam, leiam, bebam desta música fantástica!

Adoro esta obra. E gosto mais ainda dela quando interpretada pela fabulosa Jessye Norman. Agora que encontrei esta versão legendada, não posso deixar de a partilhar (mais uma vez) convosco. Deliciem-se...

terça-feira, agosto 09, 2011

Mas o que se passa?

Na mesma reportagem onde oiço falar do caos que se vive em Londres, da tenra idade dos jovens envolvidos nos tumultos e dos problemas de falta de perspectivas de futuro/ambição dos mesmos, fico a saber que um terço dos jovens ingleses têm um blackberry. Fico muda... É que, apesar da distância, afinal os problemas serão os mesmos dos nossos jovens: apesar da crise, têm tudo. Basta ver/ouvir os noticiários para nos darmos conta que nos festivais estão aos milhares, que os hotéis do Algarve estão repletos de portugueses e que, para o jogo entre o Gil Vicente e o Benfica, se prevê lotação esgotada (devo dizer que o preço dos bilhetes varia entre os 30 e os 65 euro).




Estou deveras preocupada!



O país está mal, o mundo está mal, mas continuamos a gastar como se estivesse tão mal, mas tão mal que fosse acabar amanhã e que, por esse motivo, pudessemos gastar todos os nossos recursos já hoje... :(



Será que os jovens não sabem já fazer contas, ou estão tão habituados aos resultados imediatos dos jogos de computador que se esquecem que o futuro precisa de ser previamente preparado? Ele depende das escolhas que forem feitas agora; não podemos esperar sentados e encolher os ombros quando o "destino" nos levar por maus caminhos.





A sério, parece-me que a falta das palmadas no rabo e os castigos na hora certa estão já a dar os seus frutos e vêmo-lo diariamente: jovens irresponsáveis e pais que, não conseguindo dizer "não" aos seus rebentos, se encontram numa situação de incapacidade na sua educação. Hoje os jovens têm tudo o que o dinheiro (que os pais não têm) pode comprar, menos a noção de justiça e respeito pelo outro.




Obviamente que estou a generalizar sabendo que, felizmente, as excepções existem!!


quarta-feira, julho 20, 2011

Mas que bela parceria

Aliar um dos meus instrumentos de elição com os Queen só podia dar este resultado :D

(sugestão da Intermúsica)

domingo, julho 10, 2011

Odete procura o amor

Na disciplina de Improvisação na ANSO (Academia Nacional Superior de Orquestra) surgem, por vezes, trabalhos fantásticos. É o caso deste que aqui vos deixo. Concluído há uns dias, as autoras do trabalho dão-nos a oportunidade de vermos este delicioso filme animado criado de raiz para a disciplina. A minha filha Carolina contribuiu com a sua flauta transversal ;)


terça-feira, junho 07, 2011

Notícia de última hora

Ai, meu irmão! Nem imaginas como ficaria feliz por estar ao pé de ti nesse dia. Adoro-te e partilhar contigo contigo esse momento de felicidade seria fantástico!... E com apresentação do jornalista Pedro Coelho!! Uau!

Há alturas em que o cansaço se apodera de mim...

... e os últimos dias têm sido assim. Mesmo!

Tenho saudades de não fazer nada e não me sentir culpada por isso ;)

sábado, maio 14, 2011

"Pina" de Wim Wenders

Acabadinha de ver o filme no Cine-Teatro Avenida de Castelo Branco. Obrigada Carlos, por nos ofereceres tamanha beleza...


Deixo aqui um excerto de uma das suas obras ("Cafe Muller") retratado no filme. Com uma música lindíssima de Purcell...

quarta-feira, maio 11, 2011

"Estamos a espatifar a infância das crianças" diz Eduardo Sá

Disse um dia que as crianças estão em vias de extinção... Estão.



Não digo isso pelo facto de o Governo e a oposição as terem transformado numa espécie de conta poupança reforma. Acho até divertido que se fale de tudo e mais alguma coisa nas várias campanhas - presidenciais incluídas - e as questões das crianças e a política de fundo para a família nem sequer exista. Portanto, o que é que a mim me preocupa? Preocupa-me esta ideia complemente absurda de crescimento, que dá a entender que as crianças têm que ser jovens tecnocratas de fraldas antes dos seis, têm que ser jovens tecnocratas de mochila depois dos seis e têm que ser jovens tecnocratas de sucesso ao entrarem na universidade para que, finalmente - como se fosse uma linha de montagem -, saíssem todos mestres. Mestre é a designação mais vergonhosa que eu já vi para um título académico, porque é um título que reconhecemos aos sábios.



Andamos a enganar os jovens? Isto é o cúmulo da publicidade enganosa.



Explicar a miúdos com 22 e 23 anos que são mestres, de maneira a esperar que eles sejam, de preferência, ídolos antes dos 30... Anda toda a gente num registo eufórico e doente, que não percebe que as pessoas precisam de tempo para crescer. Acho engraçadíssimo quando dizem com orgulho que no jardim-de-infância há crianças que já sabem ler e escrever, mas não é isso que as torna mais sábias. Às vezes, as pessoas confundem macacos de imitação com crianças sábias. Acho engraçadíssimo quando as crianças não podem errar - eu julgava que errar era aprender. Mas não: as crianças têm que ter notas que são insufladas sabe Deus pelo quê. Vivem empanturradas em explicações. Se os pais puderem utilizar todo o tempo que a escola coloca ao serviço das famílias, elas podem passar 55 horas por semana na escola...



Estamos a espatifar a infância das crianças, a espatifar a adolescência e, depois, com um olhar absolutamente cândido, dizemos que elas têm défices de atenção.


(recebida por email)

domingo, maio 08, 2011

Dia 13 em Castelo Branco e 14 na Ericeira

A minha filha Carolina vai acabar a primeira quinzena de Maio completamente extenuada, com os concertos que tem agendados para os seus dois trios. Começou anteontem com o trio de flauta, viola e harpa num concerto no El Corte Inglês e segue para mais dois em Castelo Branco e em Ericeira. É um gosto vê-la trabalhar naquilo que lhe dá prazer. Força, filhota!



Se puderem, apareçam ;)


13 Maio (sexta-feira)

21H30

Auditório Liszt do Conservatório Regional de Castelo Branco



Trio:


Carolina Patrício (flauta)


Catarina Passos (flauta)


Paulo Pacheco (piano)


Programa:


J. S. Bach - Trio Sonata para duas flautas e baixo contínuo em Sol Maior, BWV 1039
Jean Michel Damase - Trio para flauta, oboé e piano
A. B. Fürstenau - L'Union, Introdução e Rondó Brilhante, op.15, sobre o tema
de "Norma" de Bellini, para duas flautas e piano
Franz Doppler - Andante e Rondo para duas flautas e piano




14 de Maio (sábado)
22h00
Casa da Cultura Jaime Lobo e Silva, Ericeira

Trio:

Carolina Patricio (flauta)


Madalena Melo (viola)


Salomé Matos (harpa)




Programa:
Claude Debussy — Sonata
Manuel Moreno-Buendía — Suite Popular Espanhola

quarta-feira, maio 04, 2011

Um "encore" especial...

Anna Netrebko (soprano) interpreta um encore de Lehár de forma deliciosa, no final de mais um concerto. Ora vejam...


sábado, abril 30, 2011

A música no romance de Joaquim de Oliveira Ribeiro

Joaquim de Oliveira Ribeiro, autor do livro que, nos últimos dias tenho vindo a anunciar, não é músico. Não frequentou nenhuma escola de música, mas é um artista. Mesmo! Pinta, faz caricaturas, bandas desenhadas e, obviamente, escreve. Como disse, não é músico. Mas observem bem as seguintes frases que retirei do seu mais recente romance "Correntes do Índico" e vejam se a arte dos sons não está tão presente na sua obra. Boa, manito!
"...O galo esganiçado do costume cantou algures como que autorizando os ruídos do dia a instalarem-se definitivamente na casa, e sentiu o sorriso satisfeito emergir-lhe de repente no rosto inchado. Era um mundo novo que se impunha, sumptuoso e irrecusável. Espreguiçou-se despudoradamente e abraçou-o sem reticências. Não era ainda tarde, por isso, numa atitude rotineira, vagou pelo enorme casarão colonial, abrindo portas e janelas com o vagar de quem se sente ausente do tempo, desfrutando cada momento, cada gesto com um tal deleite que quase roçava a volúpia. Movimentava-se balanceando os desmesurados quadris ao compasso alegre de uma melodia, mais sussurrada que cantada. Parava aqui e ali, olhando o céu límpido e as calmíssimas águas da baía do Espírito Santo, lá ao fundo, flutuando sobre a copa das árvores do quintal. Ouvia a sirene de um vapor, dos tantos que ao longo do dia por ali passavam e, mais uma vez, recordou o sonho que pensava fazer já parte do passado. Um assomo de tristeza feriu-lhe a bonomia do rosto."

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(excerto das páginas 10 e 11, "Correntes do Índico", editora Guerra e Paz)




Descobri hoje que, para além das lojas Fnac, também nas livrarias Bertrand é possível adquirir este romance. Espero que, desta vez, o seu livro tenha um maior sucesso de vendas, já que a anterior editora (Pergaminho) não o soube divulgar convenientemente. Na Bertrand de Castelo Branco disseram-me que ainda existem três exemplares do seu 1º romance "A morte de D. Resgate", daquelas sobras em mau estado. Mas é só. Não apostando num novo autor, fizeram uma tiragem demasiado pequena para a procura. Que malandros...



Desta vez é que é!! Porque não aproveitar a feira do livro de Lisboa? :D

terça-feira, abril 19, 2011

Novo romance na família

A partir de 26 Abril estará à venda o último romance do meu irmão mais velho "Correntes do Índico", baseado em factos reais.
Mais uma vez, retrata uma ambiência africana que lhe ficou enraizada após a sua passagem por Moçambique. Dizem que quem lá viveu não esquece mais e, no caso do meu irmão, não só não esquece como faz questão de lembrar, através dos seus romances. O primeiro foi "A morte de D. Resgate" editado pela editora Pergaminho. Desta vez, é na Guerra e Paz e será comercializado ao preço de 14,90 euro. Caso o apreciem, por favor divulguem :D