segunda-feira, junho 11, 2007

Novas Correntes da Educação?!

Recebi um e-mail mesmo engraçado e resolvi partilhá-lo. Provavelmente até já conhecem, mas...

"As coisas têm de mudar, dizem as novas correntes da Educação. Aqui está um exemplo da NOVA ATITUDE que os professores têm de adoptar, a bem dos tempos modernos. Avaliação de um exercício nos tempos que correm...

QUESTÃO PROPOSTA:

6 + 7 = ?

A . EXERCÍCIO FEITO PELO ALUNO:

6 + 7 = 18

B . ANÁLISE:

A grafia do número seis está absolutamente correcta;

O mesmo se pode concluir quanto ao número sete;

O sinal operacional + indica-nos, correctamente, que se trata de uma adição;

Quanto ao resultado, verifica-se que o primeiro algarismo (1) está correctamente escrito - corresponde ao primeiro algarismo da soma pedida. O segundo algarismo pode muito bem ser entendido como um três escrito simetricamente - repare-se na simetria, considerando-se um eixo vertical! Assim, o aluno enriqueceu o exercício recorrendo a outros conhecimentos. A sua intenção era, portanto, boa.

C . AVALIAÇÃO:

Do conjunto de considerações tecidas nesta análise, podemos concluir que:

A atitude do aluno foi positiva: ele tentou!

Os procedimentos estão correctamente encadeados: os elementos estão dispostos pela ordem precisa.

Nos conceitos, só se enganou (?) num dos seis elementos que formam o exercício, o que é perfeitamente negligenciável.

Na verdade, o aluno acrescentou uma mais-valia ao exercício ao trazer para a proposta de resolução outros conceitos estudados – as simetrias... - realçando as conexões matemáticas que sempre coexistem em qualquer exercício...

Em consequência, podemos atribuir-lhe um...

..."EXCELENTE"... "

Que tal? Adoptamos o sistema? ;-)

8 comentários:

Margarida disse...

EXCELENTE!!!!!!!!!!!!!

Desculpa ter escrito com maiúsculas mas não consegui resistir. (lol)

Abraço

Stalker disse...

Mas, Armanda, não é já esse o sistema mais ou menos generalizado?
:-)

AP disse...

Pensando bem...
:-D

Anónimo disse...

Este sistema, já completamente generalizado (concordo com stalker), servirá para quem o quiser; continuo a pensar que devemos aproveitar o erro para aprender, nunca para valorizar quem o cometeu, mesmo que involuntariamente...
João

AP disse...

Não sou assim tão pessimista! Acredito na qualidade de muitos professores, que não desistiram (ainda) de bem ensinar, dando e recebendo de forma equilibrada. Este post foi apenas uma brincadeira!!! Meu Deus! Acreditam, mesmo, que é um sistema generalizado?

Stalker disse...

"Um pessimista é um optimista bem informado".
Acho que é sempre injusto fazer generalizações, sobretudo em realidades como esta, a de um sistema brutal, macrocéfalo e centralista.
A avaliação que faço, corroborada pelos diversos estudos internacionais, é a de que o sistema educativo português produz cada vez com menos qualidade. A democraticidade existe no acesso ao sistema, mas esse factor não é garante de melhores aprendizagens. Aliás, que sistema é este que exige um sistema paralelo de apoios/explicações? E que dizer da perda de autoridade dos professores aliada à desvalorização contínua da sua função social? E que me dizes da submersão em papelada que só serve, em muitos casos, para justificar uma realidade virtual?
E, claro, há professores fantásticos, com uma enorme capacidade de resistência. A minha pergunta final é: até quando?

AP disse...

Ui, Stalker, acordaste mesmo mal disposto!... ;-)

Eu sei que tens razão relativamente a estas questões, mas tento manter uma posição menos ansiosa (para bem da minha sanidade mental). Apesar de tudo, vou vendo (ainda) uma entrega muito grande por parte de muitos professores. Será a curto prazo?! Bom, isso não discuto. Mas, pelo meu lado, tentarei resistir por muito tempo. Afinal, o que me interessa é que, com o máximo de prazer, os alunos aprendam a TRABALHAR bem: tento transmitir-lhes a tal máxima atribuída a Beethoven "5% de inspiração e 95% de transpiração".

Stalker disse...

É isso, Armanda. Os professores que, tal como tu, lutam contra essa ansiedade no dia-a-dia das escolas são, para mim, verdadeiros heróis do Portugal contemporâneo.
Ser-se Professor e Mestre perante tanta adversidade é um acto heróico.