domingo, dezembro 23, 2007

Missa em Si menor de Bach

Ontem gostei do concerto. Mas talvez esperasse um pouco mais...
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Quando penso na Gulbenkian e, ainda por cima com o envolvimento de nomes tão famosos, mais altas são as minhas expectativas.
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Gostei do Coro, gostei da Orquestra em geral e do oboé em particular (Pedro Ribeiro é, de facto, um excelente músico), gostei da Soprano e do gostei do Baixo.
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Apesar de um pianíssimo brilhante do Contratenor na sua última ária, não gostei muito dele. Deixou-me logo knock out quando, logo na primeira frase desta última ária (uma das mais bonitas da Missa inteira) fez uma respiração (onde não estou habituada a ouvi-la) e apoiou de forma incorrecta uma nota fundamental para a tensão da frase.
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Quanto ao maestro, não gostei. Acredito que seja brilhante, mas (ainda para mais agora que estudo direcção instrumental) não gostei da sua direcção. Por vezes, parece que marcava tudo a 1!!! Incrível! Excelentes são os músicos que se adaptam a todos os estilos de direcção...
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Provavelmente estarei a ser demasiado exigente. Aceito-o. O facto de termos acesso a gravações quase perfeitas desta obras, deixam-nos demasiado susceptíveis às falhas em concerto.
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Os solistas da orquestra foram impecáveis, tornando a noite de ontem num prazer. No final, aguardámos a saída do oboísta para que a minha filha Bárbara lhe pedisse um autógrafo. Foi giríssimo! Não estava nada à espera, mas foi muito simpático :)

Agnus Dei na versão de Andreas Scholl...

2 comentários:

Fernando Vasconcelos disse...

Pois isso é verdade. As gravações pregam-nos grandes partidas. Ao vivo é diferente e somos por isso muitas vezes injustos. Como não há repetição só fica a primeira impressão e se essa não é igual à que estamos habituados, às vezes fica um amargo de boca. Por exemplo acho que foi há dois anos que fui ouvir um violinista de topo - sinceramente agora não me recordo qual - tocar o concerto para Violino de Max Bruch à Gulbenkian que por ser uma das obras minhas preferidas já devo ter ouvido centenas de vezes. Gostei, mas confesso que habituado que estava aos discos e videos do Menuhin ficou-me um (injusto) travo semi-amargo.

AP disse...

Ah... Como o compreendo!... No entanto, e para que não fiquem dúvidas, nenhuma gravação me prende ao sofá! Apesar de tudo, há emoções que só ao vivo se consegue transmitir :)